{"id":103,"date":"2006-11-20T21:18:55","date_gmt":"2006-11-20T21:18:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cenedcursos.com.br\/?p=103"},"modified":"2006-11-20T21:18:55","modified_gmt":"2006-11-20T21:18:55","slug":"medio-jequitinhonha-mg-populacoes-ribeirinhas-um-estudo-de-caso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cenedcursos.com.br\/meio-ambiente\/medio-jequitinhonha-mg-populacoes-ribeirinhas-um-estudo-de-caso\/","title":{"rendered":"M\u00e9dio Jequitinhonha, MG &#8211; Popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas: um estudo de caso"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><strong><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">1. INTRODU\u00c7\u00c3O<\/span><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">A hist\u00f3ria do Vale do Jequitinhonha &#8211; MG<a title=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"color: black;\">[1]<\/span><\/span><\/span><\/a> v\u00ea-se nos primeiros surtos de gera\u00e7\u00e3o de riqueza no Brasil, resultante das atividades mineradoras. Compreende, portanto, o processo da g\u00eanese e evolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-administrativa dos munic\u00edpios da regi\u00e3o, um descortinar de seu passado sem desprezar todo processo de ocupa\u00e7\u00e3o humana e o in\u00edcio de acumula\u00e7\u00e3o material no Vale do Jequitinhonha.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">A regi\u00e3o do Rio do Jequitinhonha localiza-se a nordeste do Estado de Minas Gerais, sudeste brasileiro, e, segundo a Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro (1999), pode ser repartida em tr\u00eas zonas bem diferenciadas: o\u00a0 Alto, o M\u00e9dio e o\u00a0 Baixo Jequitinhonha. O Baixo e o M\u00e9dio Rio s\u00e3o marcados por grandes propriedades rurais, dedicadas \u00e0 cria\u00e7\u00e3o intensiva de gado e \u00e0 silvicultura, o Alto Jequitinhonha, situado acima do Rio Ara\u00e7ua\u00ed, \u00e9 caracterizada pelas grandes extens\u00f5es de terras planas \u2013 as chapadas \u2013 apropriadas por empresas, contrastando com as vertentes &#8211; as grotas &#8211; ocupadas pelos terrenos de agricultores familiares.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">Segundo Ribeiro<a title=\"_ftnref2\" href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"color: black;\">[2]<\/span><\/span><\/span><\/a>, o Vale do Jequitinhonha \u00e9 considerado uma das\u00a0 regi\u00f5es mais pobres do\u00a0 Estado de Minas Gerais, e, \u00e9 tamb\u00e9m considerado pelos par\u00e2metros da\u00a0 UNESCO uma das mais pobres do mundo.<\/span><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">Os processos reestruturantes, aos quais o Vale do Jequitinhonha se submeteu, ganham intensidade, sobretudo a partir da d\u00e9cada de 50 com a inser\u00e7\u00e3o do eucalipto e caf\u00e9 mediante subs\u00eddios do poder p\u00fablico, a partir da d\u00e9cada de 60, neste processo tem in\u00edcio uma relativa valoriza\u00e7\u00e3o das terras da regi\u00e3o, gerando impactos s\u00f3cio-econ\u00f4micos significativos, sobretudo com o aumento da concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria. Seguindo o rastro da Constitui\u00e7\u00e3o de 1946 ocorreu uma enorme fragmenta\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios da regi\u00e3o gerando unidades pol\u00edtico administrativas sem a m\u00ednima condi\u00e7\u00e3o de auto sustentabilidade.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">De acordo com a PADES\/VALE (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do Vale do Jequitinhonha) o processo de empobrecimento desta regi\u00e3o reflete-se no enfraquecimento das atividades prim\u00e1rias. A economia rural dificultada pelas caracter\u00edsticas geomorfol\u00f3gicas, pela estrutura fundi\u00e1ria e pelo perfil s\u00f3cio econ\u00f4mico de sua popula\u00e7\u00e3o, apresenta um baixo n\u00edvel de desenvolvimento tecnol\u00f3gico. Al\u00e9m disso, o Vale do Jequitinhonha apresenta uma integra\u00e7\u00e3o fr\u00e1gil com a economia nacional e estadual, pois se localiza na regi\u00e3o de transi\u00e7\u00e3o entre \u00e1rea de influ\u00eancia de Belo Horizonte e o Nordeste Brasileiro, estando \u00e0 margem dos eixos de desenvolvimento.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">Como Freire<a title=\"_ftnref3\" href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"color: black;\">[3]<\/span><\/span><\/span><\/a> disse o problema da pobreza n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de integrar a popula\u00e7\u00e3o pobre em uma estrutura opressiva, a fim de que possa se tornar mais parecida com o opressor, mas sim, de transformar esta estrutura, de maneira que cada indiv\u00edduo seja o que \u00e9.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">Lewis<a title=\"_ftnref4\" href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"color: black;\">[4]<\/span><\/span><\/span><\/a> em seus trabalhos desenvolvidos no per\u00edodo de 1964 a 1966, permite uma reflex\u00e3o mais apurada sobre a cultura da pobreza:<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-left: 70.9pt; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"color: black;\">\u201cO meio pobre age como verdadeiro caldo de cultura, de modo que o indiv\u00edduo pobre est\u00e1 condenado a viver pobre, salvo se houver um acidente em sua vida. Uma vez estabelecida, a pobreza tenderia a perpetuar-se a si pr\u00f3pria de uma gera\u00e7\u00e3o a outra, devido aos seus efeitos sobre as crian\u00e7as. A pobreza, portanto, se autocriaria e se automanteria. O autor conclui que \u00e9 mais dif\u00edcil eliminar a cultura da pobreza em si\u201d.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">No contexto do Vale a afirma\u00e7\u00e3o de Lewis \u00e9 a pura demonstra\u00e7\u00e3o da realidade regional. A pobreza \u00e9 a t\u00f4nica que se criou e se mant\u00e9m em detrimento da popula\u00e7\u00e3o,, e em benef\u00edcio da domina\u00e7\u00e3o e manipula\u00e7\u00e3o pela elite desde os prim\u00f3rdios da hist\u00f3ria. Tratar-se-ia assim de um grupo social marcado por uma enfermidade incur\u00e1vel, sua pr\u00f3pria cultura de pobreza. Um enfoque de maior destaque deve ser dado a este tema. Um trabalho como o que propomos junto \u00e0s popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas visando sua subsist\u00eancia em termos de agricultura familiar, agroecologia, e maior compreens\u00e3o do meio complexo e fr\u00e1gil em que vivem. Para tanto veremos as interfaces oferecidas pela Educa\u00e7\u00e3o Ambiental para visualizar com maior detalhamento os problemas enfrentados por essa gente e essa regi\u00e3o j\u00e1 t\u00e3o castigada pela seca e pela explora\u00e7\u00e3o dos grandes latif\u00fandios.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span class=\"janelaconteudolistainfotexto1\"><span style=\"line-height: 150%;\">Toda proposta relacionada \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o Ambiental carrega em seu bojo a constru\u00e7\u00e3o de um conhecimento integrado e, ao mesmo tempo complexo, onde o indiv\u00edduo seja capaz de perceber e compreender o mundo em que vive considerando a complexa integra\u00e7\u00e3o de seus componentes. Da\u00ed a necessidade da interdisciplinaridade, porque o objeto de trabalho, na educa\u00e7\u00e3o ambiental, \u00e9 o ser humano, homens e mulheres, com toda sua riqueza e diversidade, com suas rela\u00e7\u00f5es, suas aspira\u00e7\u00f5es, ambig\u00fcidades e ambival\u00eancias.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">Diversos \u00a0problemas adv\u00eam desta situa\u00e7\u00e3o \u201cde pobreza\u201d sendo que os principais ocorrem no setor ambiental como a degrada\u00e7\u00e3o e a polui\u00e7\u00e3o. As quest\u00f5es econ\u00f4micas podem ser classificadas como extremas indicando que medidas devem\u00a0 ser tomadas tanto com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o, conserva\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o do Vale, quanto alternativas\u00a0 de sobreviv\u00eancia econ\u00f4mica para sua popula\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"color: black;\">S\u00e3o 17 os munic\u00edpios que constituem o M\u00e9dio Jequitinhonha, mas estes tr\u00eas apresentam menor \u00edndice de IDH segundo o IBGE (2002) \u00a0Ara\u00e7ua\u00ed \u2013 Itaobim &#8211; \u00a0Itinga . <\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%;\">Estes munic\u00edpios s\u00e3o aqueles que produzem as vi\u00favas da seca. Popula\u00e7\u00f5es pobres, na grande maioria habitantes da zona rural, sendo que grande maioria desta popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o urbana \u00e9 de popula\u00e7\u00e3o ribeirinha, que durante muito tempo vivia da pesca e da agricultura familiar.\u00a0 Com a polui\u00e7\u00e3o da Bacia do Jequitinhonha, e a diminui\u00e7\u00e3o do pescado, sobrou somente a agricultura familiar e artesanato.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%;\">Como se pode mudar a rela\u00e7\u00e3o das pessoas com o ambiente? (Foi perguntado a Boff.) \u00c9 preciso ter uma vis\u00e3o mais integral da ecologia, que toma o ambiente natural em que estamos metidos, o ar que respiramos, o ch\u00e3o que pisamos, o alimento que comemos, a \u00e1gua que bebemos, mas tamb\u00e9m a ecologia social, que v\u00ea as rela\u00e7\u00f5es sociais como agress\u00f5es ao ser humano. Talvez o ser mais amea\u00e7ado hoje n\u00e3o \u00e9 a baleia, n\u00e3o \u00e9 o mico-le\u00e3o-dourado. \u00c9 o ser humano pobre, obrigado a morrer antes do tempo, se est\u00e1 doente n\u00e3o pode se tratar, se tem fome n\u00e3o pode comer. Ent\u00e3o a ecologia social cuida da justi\u00e7a ecol\u00f3gica, ou seja, qual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o correta para com esse ser complexo que \u00e9 o ser humano, mas tamb\u00e9m a ecologia mental, quais s\u00e3o as id\u00e9ias e categorias que est\u00e3o em nossa cabe\u00e7a que nos levam a discriminar, a usar da viol\u00eancia, que nos levam a destruir uma mata, poluir o solo. Se colocarmos outros conte\u00fados na consci\u00eancia, mais solidariedade, menos explora\u00e7\u00e3o, mais coopera\u00e7\u00e3o, menos competi\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o o ser humano abre a mente para uma nova atitude.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%;\">E finalmente uma ecologia integral que v\u00ea o ser humano como um elo de uma grande corrente de vida que envolve a Terra e o universo. Ent\u00e3o o processo da ecologia \u00e9 o crescimento para dentro dessa nova sensibiliza\u00e7\u00e3o com tudo o que est\u00e1 \u00e0 nossa volta e com o que convivemos e n\u00e3o estamos alheios a eles, pois tanto podemos ser anjos bons que protegem, como podemos ser sat\u00e3s que matam Na verdade n\u00e3o existe meio ambiente, mas sim a comunidade de vida. O ser humano tem a fun\u00e7\u00e3o de assumir responsabilidades, de ser guardi\u00e3o dessa riqueza, desse equil\u00edbrio. Se n\u00f3s n\u00e3o assumirmos essa responsabilidade, a reprodu\u00e7\u00e3o da vida n\u00e3o ser\u00e1 mais garantida pelas pr\u00f3prias for\u00e7as da natureza, porque a nossa m\u00e1quina de morte est\u00e1 t\u00e3o azeitada e avantajada que ela pode produzir danos fundamentais para a biosfera e pode amea\u00e7ar nosso pr\u00f3prio destino.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">O problema abordado neste trabalho \u00e9 tentar produzir um tratamento diferenciado \u00e0s popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas, do M\u00e9dio Jequitinhonha que se apresenta segundo dados estat\u00edsticos do IBGE a regi\u00e3o mais pobre do pa\u00eds, tendo agravado sua exclus\u00e3o do eixo de desenvolvimento do Brasil \u2013 Rio &#8211; S\u00e3o Paulo.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><strong><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">2. JUSTIFICATIVA<\/span><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">O M\u00e9dio Jequitinhonha apresenta uma das piores realidades sociais do Vale do Jequitinhonha e segundo a UNESCO, uma das regi\u00f5es mais pobres do mundo. Realidade esta que pode ser comprovada por dados obtidos no IBGE<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">A popula\u00e7\u00e3o teve seu n\u00famero reduzido em decorr\u00eancia da redu\u00e7\u00e3o do crescimento vegetativo e \u00eaxodo rural.<\/span><\/span><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">O assoreamento e a obstru\u00e7\u00e3o de rios, canais e lagos pela areia ou por sedimentos provocados pela supress\u00e3o das matas ciliares.<\/span><\/span><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">A pobreza e a mis\u00e9ria levam os homens a se submeterem ou mesmo ao \u00eaxodo rural, promovendo e produzindo as vi\u00favas da seca.<\/span><\/span><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">A mobiliza\u00e7\u00e3o social constante com forma\u00e7\u00e3o de voluntariado e grupos de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e desenvolvimento das habilidades naturais como o artesanato e o turismo podem redimir esta regi\u00e3o j\u00e1 t\u00e3o alijada do eixo de desenvolvimento brasileiro nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/span><\/span><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%;\">O projeto se justifica pelo principal objetivo que \u00e9 o de fortalecer a capacidade das entidades envolvidas, em construir parcerias com a sociedade civil e em desenvolver metodologias inovadoras que estimulem a participa\u00e7\u00e3o popular nas inst\u00e2ncias de decis\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas ambientais, contribuindo assim, para o aperfei\u00e7oamento e democratiza\u00e7\u00e3o do gerenciamento dos recursos naturais e da agroecologia. Ressalte-se, ainda a pertin\u00eancia de projetos voltados a incrementar parcerias em pesquisa sobre desenvolvimento e interdisciplinaridade da educa\u00e7\u00e3o ambiental, em troca de experi\u00eancias entre professores, pesquisadores e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, e, no aprimoramento dos conhecimentos sobre a realidade de cada sub-bacia, suas similaridades e especificidades, sobre a pol\u00edtica e legisla\u00e7\u00e3o das \u00e1guas pelas organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, pelos governos e pelas comunidades locais. <\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><strong><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">3. METODOLOGIA<\/span><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">Para melhor \u00eaxito, este projeto calcar-se-\u00e1 nas seguintes a\u00e7\u00f5es:<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">Revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica sobre as diversas realidades do Vale do Jequitinhonha;<\/span><\/span><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">Revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica espec\u00edfica do M\u00e9dio Jequitinhonha. E da popula\u00e7\u00e3o ribeirinha desta \u00e1rea espec\u00edfica;<\/span><\/span><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">Aplica\u00e7\u00e3o de question\u00e1rios na regi\u00e3o tendo como suporte\u00a0 as disciplinas\u00a0 de Sociologia e Antropologia Cultural<\/span><\/span><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">Levantamento de informa\u00e7\u00f5es sobre a condi\u00e7\u00e3o ambiental dos munic\u00edpios, tendo como base a Geomorfologia, Planejamento Ambiental, Direito Ambiental e Recursos H\u00eddricos;<\/span><\/span><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">Utilizando os dados do IBGE, da ALMG e os dados coletados, partir para a constru\u00e7\u00e3o de um diagn\u00f3stico da regi\u00e3o em estudo;<\/span><\/span><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">Incentivo a dissemina\u00e7\u00e3o do artesanato e da cultura das popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas atrav\u00e9s da m\u00eddia;<\/span><\/span><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">Tanto quanto poss\u00edvel ser\u00e3o utilizados a Internet, a TV interativa, para obten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias sobre o tema em estudo;<\/span><\/span><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">Identificar as principais necessidades regionais e sugerir propostas de solu\u00e7\u00e3o para os problemas detectados, aproximando, assim a cultura popular \u00e0 ci\u00eancia e tecnologia, apresentando os resultados obtidos na intera\u00e7\u00e3o da Academia e da comunidade, afim de que futuras campanhas universit\u00e1rias possam ser desenvolvidas;<\/span><\/span><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">A Educa\u00e7\u00e3o Ambiental se torna de extrema import\u00e2ncia para restabelecer o m\u00ednimo de equil\u00edbrio ecol\u00f3gico e desenvolvimento sustent\u00e1vel, sensibilizando a comunidade a lutar em prol de si utilizando seus pr\u00f3prios recursos humanos e naturais.<\/span><\/span><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; text-align: right;\"><em><strong><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"color: black;\">Autora: Delfina Sampaio de Oliveira Silva \u2013 Ge\u00f3grafa e Especialista em EA<\/span><\/span><\/span><\/strong><\/em><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><strong><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">\u00a0<\/span><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><strong><span style=\"line-height: 150%; color: black;\">4. BIBLIOGRAFIA<\/span><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span class=\"janelaconteudolistainfotexto1\">BOFF, Leonardo. \u00c9tica &amp; Eco- Espiritualidade; Campinas \/ Versus Editora 2003<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>ESTADO DE S\u00c3O PAULO. S\u00e3o Paulo: Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio do Estado de S\u00e3o Paulo, 1997.<br \/>\nCASCINO, F\u00e1bio. Educa\u00e7\u00e3o Ambiental: princ\u00edpios, hist\u00f3ria e forma\u00e7\u00e3o de professores. S\u00e3o Paulo; Editora Senac\/SP,1999<br \/>\nFREIRE, Paulo. &#8220;Educa\u00e7\u00e3o como pr\u00e1tica da liberdade&#8221;. Paz e Terra (1982), 150 p., Rio de Janeiro.<br \/>\nFREIRE, Paulo, Pedagogia do Oprimido 1985. Rio de Janeiro<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">LEFF, E. <em>Epistemologia ambiental<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cortez, 2001.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span class=\"janelaconteudolistainfotexto1\">MOSCOVITCH, Samy kopit. Pobreza e condi\u00e7\u00f5es de vida no Vale do Jequitinhonha: uma abordagem regional &#8211; UFMG\/IGC -2000<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>NUNES, Marcos Ant\u00f4nio. Estrutura\u00e7\u00e3o\u00a0 e Reestrutura\u00e7\u00f5es Territoriais do Vale do Jequitinhonha em MG. Tese de Mestrado\u00a0 UFMG\/IGC -2001<br \/>\nPENTEADO, H.D. &#8220;Meio Ambiente e forma\u00e7\u00e3o de professores&#8221;. Cortez Editora, 138 p., S\u00e3o Paulo. (1997).<br \/>\nREIGOTA, M. (1999) &#8220;Uma educa\u00e7\u00e3o ambiental p\u00f3s-moderna&#8221;. Cortez Editora, 167 p., S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-, M. Desafios \u00e0 educa\u00e7\u00e3o ambiental escolar. In: JACOBI, P. et al. (orgs.). Educa\u00e7\u00e3o, meio ambiente e cidadania: reflex\u00f5es e experi\u00eancias. S\u00e3o Paulo: SMA, 1998. p.43-50.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span class=\"janelaconteudolistainfotexto1\">ROM\u00c3O, Jose Eust\u00e1quio. Civiliza\u00e7\u00e3o Do Oprimido Ed. USP 2000<\/span><span style=\"color: black;\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span class=\"janelaconteudolistainfotexto1\">ROSS, Jurandir L. Sanches. Geografia do Brasil, Ed. USP, 2001 . <\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>SOUZA, Ana In\u00eas. (Org) Paulo Freire Vida e obra Ed Express\u00e3o Popular ? 2001<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">TRIST\u00c3O, M. As Dimens\u00f5es e os desafios da educa\u00e7\u00e3o ambiental na sociedade do conhecimento. In: RUSHEINSKY, A. (org.). Educa\u00e7\u00e3o ambiental: abordagens m\u00faltiplas. Porto Alegre: Artmed, 2002. p.169-173.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">________. Rede de rela\u00e7\u00f5es: os sentidos da educa\u00e7\u00e3o ambiental na forma\u00e7\u00e3o de professores. S\u00e3o Paulo, 2000. Tese (Dout.) Feusp.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span class=\"janelaconteudolistainfotexto1\">SITES CONSULTADOS<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span class=\"janelaconteudolistainfotexto1\"><a href=\"http:\/\/www.almg.gov.br\/\" rel=\"nofollow\"><span style=\"color: black;\">www.almg.gov.br<\/span><\/a> Vale do Jequitinhonha 10\/08\/2002<\/span><span style=\"color: black;\"><br \/>\n<span class=\"janelaconteudolistainfotexto1\"><a href=\"http:\/\/www.ibge.com.br\/\" rel=\"nofollow\"><span style=\"color: black;\">www.ibge.com.br<\/span><\/a> M\u00e9dio Jequitinhonha 10\/08\/2002<\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<div id=\"ftn1\">\n<p class=\"MsoFootnoteText\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><a title=\"_ftn1\" href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span class=\"MsoFootnoteReference\">[1]<\/span><\/span><\/a> NUNES, Marcos Ant\u00f4nio. Estrutura\u00e7\u00e3o e Reestrutura\u00e7\u00f5es Territoriais do Vale do Jequitinhonha em MG. Tese de Mestrado\u00a0 UFMG\/IGC &#8211; 2001<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn2\">\n<p class=\"MsoFootnoteText\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><a title=\"_ftn2\" href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span class=\"MsoFootnoteReference\">[2]<\/span><\/span><\/a> RIBEIRO in MOSCOVIVITCH, Samy Kopit. Pobreza\u00a0 e Condi\u00e7\u00f5es de vida no Vale do Jequitinhonha: uma\u00a0 abordagem regional \u2013 UFMG\/IGC &#8211; 2000<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn3\">\n<p class=\"MsoFootnoteText\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><a title=\"_ftn3\" href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span class=\"MsoFootnoteReference\">[3]<\/span><\/span><\/a> In MOSCOVITCH, Samy Kopit, Pobreza e condi\u00e7\u00f5es de vida no Vale do Jequitinhonha, uma abordagem regional. UFMG &#8211; 2000<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoFootnoteText\" style=\"text-align: center;\">[grwebform url=&#8221;http:\/\/app.getresponse.com\/view_webform.js?wid=3381303&amp;u=SK7G&#8221; css=&#8221;on&#8221;\/]<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn4\">\n<p class=\"MsoFootnoteText\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><a title=\"_ftn4\" href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><\/a>4 Idem.<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. INTRODU\u00c7\u00c3O A hist\u00f3ria do Vale do Jequitinhonha &#8211; MG[1] v\u00ea-se nos primeiros surtos de gera\u00e7\u00e3o de riqueza no Brasil, resultante das atividades mineradoras. 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