{"id":10727,"date":"2018-03-09T14:28:21","date_gmt":"2018-03-09T17:28:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cenedcursos.com.br\/meio-ambiente\/?p=10727"},"modified":"2018-03-09T14:28:21","modified_gmt":"2018-03-09T17:28:21","slug":"tempos-do-carcara-rex","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cenedcursos.com.br\/meio-ambiente\/tempos-do-carcara-rex\/","title":{"rendered":"Nos Tempos do Carcar\u00e1 Rex"},"content":{"rendered":"<div>\n<div style=\"text-align: right;\"><\/div>\n<div id=\"attachment_58711\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"max-width: 1034px;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-58711\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cenedcursos.com.br\/meio-ambiente\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/nos-tempos-do-carcara-rex.jpg?resize=696%2C464&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"464\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\" style=\"text-align: justify;\">Fazendo um lanche em uma praia em Ushuaia. Os argentinos tamb\u00e9m t\u00eam seus carcar\u00e1s. Foto: Fabio Olmos.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da janela de meu apartamento no centro de S\u00e3o Paulo \u00e9 comum ver um ou mais <a href=\"http:\/\/globalraptors.org\/grin\/researchers\/uploads\/197\/fuchs_etal_2012_caracara.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Carcar\u00e1s<\/a> (<em>Caracara plancus<\/em>) pela \u00e1rea \u00e0 ca\u00e7a de pombos e outras oportunidades gastron\u00f4micas. Parentes pr\u00f3ximos dos falc\u00f5es \u2013 aqueles soberbos ca\u00e7adores a\u00e9reos &#8211; os Carcar\u00e1s s\u00e3o um grupo exclusivamente americano que evoluiu por caminhos diferentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Carcar\u00e1s que pegam-matam-e-comem s\u00e3o presen\u00e7a comum na maior parte do pa\u00eds. Como vejo de minha janela, sua adaptabilidade e intelig\u00eancia permitiram que se ocupassem todos os habitats no continente e aprendessem a aproveitar oportunidades criadas por n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Carcar\u00e1s podem ser vistos nos arredores de lix\u00f5es ca\u00e7ando ratos e pombos, seguindo m\u00e1quinas agr\u00edcolas que espantam pequenos animais e patrulhando rodovias para aproveitar a safra di\u00e1ria de animais atropelados. S\u00e3o fregueses das queimadas que cremam o pa\u00eds gra\u00e7as a nossa piromania e fazem caminhadas nas praias aproveitando o lixo dos farofeiros e os peixes mortos pela polui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Carcar\u00e1s tamb\u00e9m n\u00e3o perdem tempo em arrancar os olhos, tripas e o que for poss\u00edvel de animais vulner\u00e1veis, de galinhas a bezerros rec\u00e9m-nascidos, agradecidos por darmos bobeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o os <a href=\"http:\/\/repositorio.unicamp.br\/bitstream\/REPOSIP\/73576\/1\/WOS000208353100011.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">rapinantes mais adapt\u00e1veis<\/a>, n\u00e3o recusando refei\u00e7\u00f5es vivas ou mortas. Bichos de personalidade, inteligentes e ocasionalmente c\u00f4micos, s\u00e3o um exemplo de sucesso e dos meus preferidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando Darwin explorou o sul do nosso continente em 1832 ele encontrou carcar\u00e1s muitas vezes e lembrava que \u201cos seus h\u00e1bitos rapinantes e necr\u00f3fagos s\u00e3o bastante evidentes a todo aquele que se deixa adormecer nas plan\u00edcies da Patag\u00f4nia, pois ao acordar v\u00ea em cima de cada colina uma ave a espreit\u00e1-lo pacientemente com um olhar maligno\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <em>plancus<\/em>, encontrado da Terra do Fogo \u00e0 Amaz\u00f4nia, \u00e9 uma das duas esp\u00e9cies vivas de carcar\u00e1s, sua <a href=\"http:\/\/www.jstor.org\/stable\/4164096?seq=1#page_scan_tab_contents\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">esp\u00e9cie-irm\u00e3 <em>C. cheriway<\/em> <\/a>ocorrendo do norte da Amaz\u00f4nia (onde se encontra e hibridiza com o <em>plancus<\/em>) ao sul do Estados Unidos.<\/p>\n<div id=\"attachment_58713\" class=\"wp-caption alignright\" style=\"max-width: 410px; text-align: justify;\">\n<img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-58713\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cenedcursos.com.br\/meio-ambiente\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/1520616244_544_nos-tempos-do-carcara-rex.jpg?resize=400%2C267&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Descansando e aproveitando a vida f\u00e1cil. Foto: Fabio Olmos.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nem sempre foi assim. A fam\u00edlia j\u00e1 foi muito maior e se os povos amer\u00edndios n\u00e3o tivessem causado uma das maiores extin\u00e7\u00f5es em massa ao ocuparem as Am\u00e9ricas \u00e9 poss\u00edvel que a experi\u00eancia de Darwin tivesse sido mais radical.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um continente onde dominavam mam\u00edferos de grande porte que humilhariam a \u00c1frica atual, tamb\u00e9m<a href=\"http:\/\/www.bioone.org\/doi\/full\/10.1642\/AUK-15-74.1\"> pululavam aves associadas aos mesmos<\/a> e tiveram o mesmo destino. Incluindo necr\u00f3fagos como Condores-andinos (<em>Vultur gryphus<\/em>) \u2013 que <a href=\"http:\/\/www4.museu-goeldi.br\/revistabrornito\/revista\/index.php\/BJO\/article\/viewFile\/0817\/pdf_154\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">n\u00e3o muito tempo atr\u00e1s ocorria no Brasil <\/a>\u2013, condores de bolso (veja <a href=\"https:\/\/repository.si.edu\/bitstream\/handle\/10088\/1563\/Wingegyps.pdf\">aqui <\/a>e <a href=\"http:\/\/www.scielo.org.ar\/scielo.php?pid=S0002-70142007000100020&amp;script=sci_arttext&amp;tlng=en\">aqui<\/a>) e <a href=\"http:\/\/www.scielo.org.ar\/scielo.php?pid=S0002-70142008000300007&amp;script=sci_arttext&amp;tlng=pt\">necro-urubus<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, obviamente, carcar\u00e1s. O Pampa e Patag\u00f4nia explorados por Darwin eram o lar do <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Andres_Rinderknecht\/publication\/260104736_Body_Mass_Estimations_and_Paleobiological_Inferences_on_a_New_Species_of_Large_Caracara_Aves_Falconidae_from_the_Late_Pleistocene_of_Uruguay\/links\/02e7e539b25203b0a8000000\/Body-Mass-Estimations-and-Paleobiological-Inferences-on-a-New-Species-of-Large-Caracara-Aves-Falconidae-from-the-Late-Pleistocene-of-Uruguay.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Carcar\u00e1 Rex (<em>Caracara major<\/em>)<\/a>, o maior falcon\u00eddeo que sabemos ter existido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Federico_Agnolin\/publication\/281031887_The_largest_known_falconid\/links\/55d4ab1d08ae43dd17de472f\/The-largest-known-falconid.pdf\">Pesando estimados 4,8 kg<\/a>, esse carcar\u00e1 era muito maior que os atuais, que n\u00e3o chegam a 1,5 kg. Se tivessem a curiosidade e atrevimento dos parentes vivos, \u00e9 de se imaginar a surpresa que esperava algu\u00e9m que dormisse demais a c\u00e9u aberto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os restos do Caracar\u00e1s Rex <a href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2018\/02\/15\/ocupacao-do-brasil-primordial\/?cat=humanidades\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">foram escavados de sedimentos<\/a> datados do final do Pleistoceno, o per\u00edodo quando humanos completavam a ocupa\u00e7\u00e3o final do continente e a extin\u00e7\u00e3o da megafauna era um processo adiantado. O <a href=\"http:\/\/www.bioone.org\/doi\/abs\/10.2988\/0006-324X-127.2.299\">pequeno <em>C. seymori<\/em><\/a> do Equador e Peru tamb\u00e9m foi extinto no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As grandes ilhas do Caribe foram poupadas da ocupa\u00e7\u00e3o humana por milhares de anos ap\u00f3s os amer\u00edndios terem eliminado a megafauna no continente. Os primeiros humanos s\u00f3 se estabeleceram em lugares como Cuba, Hispaniola, Porto Rico e Jamaica a partir de 5 mil anos atr\u00e1s e, como resultado, estas <a href=\"https:\/\/www.annualreviews.org\/doi\/10.1146\/annurev-ecolsys-110316-022754\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ilhas mantiveram sua fauna original<\/a> at\u00e9 per\u00edodos muito mais recentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de pregui\u00e7as-gigantes, hutias, macacos e outros bichos dos quais s\u00f3 restam ossos, os invasores humanos levaram \u00e0 extin\u00e7\u00e3o uma insuspeita diversidade de carcar\u00e1s. Em Cuba e Porto Rico desapareceu o misterioso <em>Caracara latebrosus<\/em>. Nas Bahamas e Cuba, o pequeno <em>C. creightoni<\/em>. Na Jamaica o <a href=\"http:\/\/www.bioone.org\/doi\/abs\/10.3356\/JRR-08-18.1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ex\u00f3tico <em>C. lellustris<\/em><\/a>, que parece ter sido incapaz de voar e ca\u00e7ava a p\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAl\u00e9m de pregui\u00e7as-gigantes, hutias, macacos e outros bichos dos quais s\u00f3 restam ossos, os invasores humanos levaram \u00e0 extin\u00e7\u00e3o uma insuspeita diversidade de carcar\u00e1s.\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como no continente, outras aves associadas \u00e0 megafauna tamb\u00e9m desapareceram, incluindo um parente cubano do <a href=\"http:\/\/people.uncw.edu\/emslies\/documents\/SuarezandEmslie2003.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Condor-da-california<\/a> e primos (veja <a href=\"https:\/\/repository.si.edu\/bitstream\/handle\/10088\/1561\/Milvago_carbo.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui <\/a>e <a href=\"https:\/\/repository.si.edu\/bitstream\/handle\/10088\/8370\/VZ_65_Milvago_alexandri.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>) do nosso Gavi\u00e3o-carrapateiro (<em>Milvago chimachima<\/em>), uma esp\u00e9cie com nome que mostra suas <a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?pid=S0031-10492016000400033&amp;script=sci_arttext\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">intera\u00e7\u00f5es com a megafauna ainda existente<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os detalhes dessas extin\u00e7\u00f5es est\u00e3o perdidos no tempo e n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ir al\u00e9m da constata\u00e7\u00e3o de que povos pr\u00e9-industriais e pr\u00e9-capitalistas vivendo em cacicados foram capazes de trag\u00e9dias ambientais dignas do capitalismo selvagem. E que negaram oportunidades a quem veio depois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a hist\u00f3ria do Carcar\u00e1-de-guadalupe <em>Caracara lutosus<\/em>, a \u00faltima esp\u00e9cie a ser extinta, \u00e9 bem conhecida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Guadalupe_Island\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Guadalupe<\/a>, 241 quil\u00f4metros fora da costa oeste de Baja California, M\u00e9xico, \u00e9 conhecida como um dos mais incr\u00edveis locais para mergulho com tubar\u00f5es-brancos, como a impressionante <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=8raLJHzWqVA\">Deep Blue<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m \u00e9 <a href=\"https:\/\/islaguadalupe.conanp.gob.mx\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">uma Reserva da Biosfera<\/a>, categoria de \u201c\u00e1rea protegida\u201d popular no M\u00e9xico, o que implica que a \u00e1rea continua sendo utilizada por pescadores de uma cooperativa dedicada \u00e0 pesca de lagostas e abalones.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabras foram introduzidas em Guadalupe ao redor de 1850, seguidas por camundongos e gatos. A ideia era alimentar marinheiros e os empregados na ind\u00fastria do exterm\u00ednio das end\u00eamicas focas-de-guadalupe <em>Arctocephalus townsendi<\/em> e das focas-elephante <em>Mirounga angustirostris<\/em>, exploradas pelo \u00f3leo e peles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O massacre durou at\u00e9 os 1890, quando restavam talvez 15 focas-de-guadalupe e menos de 100 focas-elefante. Protegidas estas esp\u00e9cies se recuperaram ao longo do s\u00e9culo passado (para alegria dos tubar\u00f5es) mas mostram as cicatrizes gen\u00e9ticas daqueles tempos ruins (veja <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/15073230\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui <\/a>e <a href=\"https:\/\/blogs.scientificamerican.com\/expeditions\/northern-elephant-seals-increasing-population-decreasing-biodiversity\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As cabras introduzidas chegaram a 100 mil por 1870 e causaram danos tremendos \u00e0 flora da ilha, esp\u00e9cies end\u00eamicas sendo extintas e os bosques reduzidos a cacos. Os gatos, por sua vez, foram instrumentais na extin\u00e7\u00e3o de aves end\u00eamicas.<\/p>\n<div id=\"attachment_58714\" class=\"wp-caption alignright\" style=\"max-width: 410px; text-align: justify;\">\n<img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-58714\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cenedcursos.com.br\/meio-ambiente\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/1520616244_299_nos-tempos-do-carcara-rex.jpg?resize=400%2C267&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Animais atropelados, como essa serpente na Transpantaneira, s\u00e3o uma refei\u00e7\u00e3o f\u00e1cil. Foto: Fabio Olmos.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1928, a ilha se tornou uma reserva mas as cabras s\u00f3 foram finalmente erradicadas em 2007 <a href=\"https:\/\/mbgecologicalrestoration.wordpress.com\/2015\/03\/11\/guadalupe-island-baja-california-invasive-mammal-eradication-and-perspectives-for-ecological-restoration\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">gra\u00e7as aos esfor\u00e7os de uma ONG<\/a>. Os gatos tamb\u00e9m foram objeto de um <a href=\"http:\/\/www.revistas-conacyt.unam.mx\/therya\/index.php\/THERYA\/article\/view\/425\/html_276\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">programa de erradica\u00e7\u00e3o <\/a>que pode ter obtido sucesso ano passado. A ilha caminha para a restaura\u00e7\u00e3o poss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De fazer inveja \u00e0 ru\u00edna ecol\u00f3gica que \u00e9 Fernando de Noronha, ocupada por pragas como ratos, tei\u00fas, moc\u00f3s, gatos e c\u00e3es que as \u201cautoridades\u201d s\u00e3o covardes demais para erradicar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as aves end\u00eamicas de Guadalupe estava o <em>C. luctuosa<\/em> ou Calalie. Predador e necr\u00f3fago como seus parentes, esse carcar\u00e1 provavelmente dependia das col\u00f4nias de focas e aves marinhas para se alimentar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A introdu\u00e7\u00e3o das cabras ofereceu uma nova oportunidade que se tornou importante conforme as focas foram dizimadas. Os registros da \u00e9poca falam como grupos de Calalies matavam cabritos mesmo nas portas das casas. Os moradores, bons ruralistas que eram, n\u00e3o perdiam tempo em matar as aves sempre que podiam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, os Calalies foram se tornando cada vez mais escassos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cap\u00edtulo final aconteceu em 1900. Na ilha estava <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Rollo_Beck\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Rollo Beck<\/a>, coletor profissional de esp\u00e9cimes para museus famoso por ter obtido os primeiros esp\u00e9cimes de esp\u00e9cies at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidas, incluindo o \u00fanico exemplar conhecido da <a href=\"http:\/\/www.iucnredlist.org\/details\/170517\/0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">tartaruga-de-fernandina (<em>Chelonoidis fantastica<\/em>)<\/a>, uma das 256 tartarugas das Gal\u00e1pagos mortas pela expedi\u00e7\u00e3o da <em>California Academy of Sciences<\/em> criada com o objetivo de \u201cestudar\u201d as tartarugas gigantes das <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/books\/2004\/jul\/31\/featuresreviews.guardianreview7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u201cilhas de Darwin\u201d antes que fossem extintas<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas palavras de Beck:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Embora naquele momento eu n\u00e3o tivesse ideia, parece prov\u00e1vel que obtive os \u00faltimos Carcar\u00e1s-de-guadalupe na ilha de Guadalupe na tarde de 1 de dezembro de 1900. De 11 aves que voaram em minha dire\u00e7\u00e3o, 9 foram obtidas. Os outros dois foram atingidos mas escaparam. As 11 aves foram todas as que vimos mas julgando pela sua mansid\u00e3o e o pouco tempo que ficamos na ilha assumi na \u00e9poca que a esp\u00e9cie era abundante. Todas as peles foram enviadas com meu material das Gal\u00e1pagos para Lord Rothschild na Inglaterra<\/em>\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_58712\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"max-width: 410px; text-align: justify;\">\n<img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-58712\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cenedcursos.com.br\/meio-ambiente\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/1520616244_386_nos-tempos-do-carcara-rex.jpg?resize=400%2C225&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">O que resta do Carcar\u00e1-de-guadalupe. Foto: The Birdzilla Blog.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do Carcar\u00e1-de-guadalupe restam cerca de 40 peles em alguns museus, al\u00e9m de alguns ovos e outros restos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pouco depois da visita de Beck Guadalupe foi abandonada por seus ocupantes humanos, j\u00e1 que a economia local se tornou insustent\u00e1vel. Se aqueles 11 carcar\u00e1s fossem os \u00faltimos de sua esp\u00e9cie \u00e9 poss\u00edvel que a esp\u00e9cie tivesse se recuperado e ainda estivesse por l\u00e1. Afinal, esp\u00e9cies como o <em>Black Robin<\/em> e o <a href=\"http:\/\/datazone.birdlife.org\/species\/factsheet\/mauritius-kestrel-falco-punctatus\/text\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Falc\u00e3o-de-mauritius<\/a> (<em>Falco punctatus<\/em>) \u00a0\u2013 conseguiram se recuperar a partir de 5 e 4 indiv\u00edduos, respectivamente (embora continuem amea\u00e7adas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos apenas desconfiar sobre as motiva\u00e7\u00f5es e atos das pessoas que levaram \u00e0 extin\u00e7\u00e3o do Carcar\u00e1 Rex e seus parentes desaparecidos. Extin\u00e7\u00f5es que obliteraram linhas evolutivas que poderiam levar a caminhos ainda mais espantosos, e maravilhosos, que carcar\u00e1s gigantes que correm atr\u00e1s de suas presas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas desconfio que, como no caso do Carcar\u00e1-de-guadalupe e tantas outras esp\u00e9cies, essas extin\u00e7\u00f5es n\u00e3o eram nem pr\u00e9-ordenadas nem necess\u00e1rias para obter-se o chamado progresso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram apenas o pre\u00e7o desnecess\u00e1rio da gan\u00e2ncia, relaxo, <a href=\"https:\/\/e360.yale.edu\/features\/in-defense-of-biodiversity-why-protecting-species-from-extinction-matters\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">falta de respeito e de cuidado <\/a>com que humanos \u2013 dos pr\u00e9 aos p\u00f3s capitalistas \u2013 tratam a vida no \u00fanico planeta que podem habitar e a sacrificam em troca de economias fadadas ao colapso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cerca de 6 bilh\u00f5es de pessoas vivem em pa\u00edses onde carcar\u00e1s humanos arrancam os olhos e tripas de sociedades onde as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas s\u00e3o servidas pela sociedade <a href=\"https:\/\/www.economist.com\/blogs\/graphicdetail\/2018\/02\/daily-chart-15?fsrc=scn\/fb\/te\/bl\/ed\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ao inv\u00e9s de servi-la<\/a>. O Brasil, 96\u00ba (e caindo) em um ranking de 180 pa\u00edses, vive a maldi\u00e7\u00e3o de um eleitorado que gosta de reeleger corruptos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E de um Supremo \u2013 o tal guardi\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o \u2013 que, ao contr\u00e1rio de Rollo Beck, parece n\u00e3o ter a menor inten\u00e7\u00e3o de extinguir seus amigos carcar\u00e1s.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/blogs\/olhar-naturalista\/nos-tempos-do-carcara-rex\/\">Fonte do Texto:.oeco.org.br <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fazendo um lanche em uma praia em Ushuaia. Os argentinos tamb\u00e9m t\u00eam seus carcar\u00e1s. Foto: Fabio Olmos. Da janela de meu apartamento no centro de S\u00e3o Paulo \u00e9 comum ver um ou mais Carcar\u00e1s (Caracara plancus) pela \u00e1rea \u00e0 ca\u00e7a de pombos e outras oportunidades gastron\u00f4micas. 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