{"id":223,"date":"2007-11-30T21:19:42","date_gmt":"2007-11-30T21:19:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cenedcursos.com.br\/?p=223"},"modified":"2007-11-30T21:19:42","modified_gmt":"2007-11-30T21:19:42","slug":"adultos-de-espirito-adolescente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cenedcursos.com.br\/meio-ambiente\/adultos-de-espirito-adolescente\/","title":{"rendered":"Adultos de esp\u00edrito adolescente"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">N\u00e3o \u00e9 de hoje que a preocupa\u00e7\u00e3o com a escassez dos recursos naturais inquieta pensadores e estudiosos da quest\u00e3o ambiental no pa\u00eds. Inversamente ao que se pensa, o discurso preservacionista permeia nosso cotidiano desde o per\u00edodo imperial, onde j\u00e1 eram not\u00f3rios os desleixos demasiados para com a natureza. Muitas foram as emin\u00eancias que se aproveitaram de ensejos de livre express\u00e3o para criticar, recriminar ou admoestar atitudes de desrespeito e falta de sensibilidade no trato com o meio ambiente. Ainda em nossos dias, pesquisadores e estudiosos t\u00eam envidado esfor\u00e7os para corroborar o alerta da heran\u00e7a maldita que podemos estar preparando para nossos legat\u00e1rios; e a maior evid\u00eancia dessa heran\u00e7a j\u00e1 \u00e9 percept\u00edvel nas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que tomam conta do planeta. Todavia, nem esse tipo de advert\u00eancia tem sensibilizado nossos pares para uma mudan\u00e7a de paradigma. Ou seja, parece que o adulto de hoje mant\u00e9m a imaturidade do adolescente de ontem.<em> <\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">N\u00e3o h\u00e1 quem n\u00e3o admita que os tempos s\u00e3o outros: o calor convive fraternamente com o inverno e as baixas temperaturas mudam de \u00e9poca a cada ano. A expectativa da chegada do frio, com chuva mi\u00fada daquelas que se instala horas a fio sem tr\u00e9gua aos que n\u00e3o portassem um vistoso aparador de chuvas, d\u00e1 lugar \u00e0 fid\u00facia de amenidades clim\u00e1ticas. Os comerciantes de confec\u00e7\u00f5es lan\u00edferas frustram-se diante da repetida onda de calor que insiste em invadir os meses respons\u00e1veis pela ocorr\u00eancia do frio.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Voc\u00ea tamb\u00e9m est\u00e1 apreensivo em rela\u00e7\u00e3o ao nosso clima, n\u00e3o \u00e9 verdade? Tenho pensado sempre que talvez no pr\u00f3ximo ano tudo volte ao normal, com esta\u00e7\u00f5es bem definidas, altern\u00e2ncias de chuva e frio no inverno e seca e calor no ver\u00e3o. Mas, o que mais inquieta \u00e9 que os anos passam e a ang\u00fastia n\u00e3o arrefece; confirmando previs\u00f5es l\u00fagubres em rela\u00e7\u00e3o ao clima do planeta. Por isso, fui buscar em passado recente de nossa hist\u00f3ria alguns testemunhos de emin\u00eancias que j\u00e1 evidenciavam preocupa\u00e7\u00e3o com as altera\u00e7\u00f5es de nosso clima planet\u00e1rio. Um dos primeiros depoimentos que se tem registro na hist\u00f3ria nacional e que conv\u00e9m aqui recordar \u00e9 o do Patriarca da Independ\u00eancia, Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio (1763-1838), em representa\u00e7\u00e3o \u00e0 Assembl\u00e9ia Constituinte e Legislativa do Imp\u00e9rio no ano de 1823, demonstrando de forma prof\u00e9tica sua preocupa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao futuro, aquele que tamb\u00e9m foi um dos cientistas de maior renome do s\u00e9culo XIX, com trabalhos na \u00e1rea da mineralogia, de reconhecimento internacional, alertava:<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">&#8220;Nossas preciosas matas v\u00e3o desaparecendo, v\u00edtimas do fogo e do machado destruidor da ignor\u00e2ncia e do ego\u00edsmo. Nossos montes e encostas v\u00e3o-se escalvando diariamente, e com o andar do tempo faltar\u00e3o as chuvas fecundantes que favore\u00e7am a vegeta\u00e7\u00e3o e alimentem nossas fontes e rios, sem o que o nosso belo Brasil, em menos de dois s\u00e9culos, ficar\u00e1 reduzido aos p\u00e1ramos e desertos \u00e1ridos da L\u00edbia. Vir\u00e1 ent\u00e3o este dia (dia terr\u00edvel e fatal), em que a ultrajada natureza se ache vingada de tantos erros e crimes cometidos&#8221;<a name=\"_ednref1\"><\/a><a href=\"#_edn1\" title=\"_ednref1\">1<\/a><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Dedico, desde os anos noventa do s\u00e9culo passado, horas de leitura a assuntos ambientais de cunho hist\u00f3rico, principalmente \u00e0 literatura produzida por estudiosos como James Lovelock (1919 &#8211; ), Warren Dean (1932 &#8211; 1994), Jos\u00e9 Augusto P\u00e1dua (1959 &#8211; ) e Jos\u00e9 Augusto Drummond (1948 &#8211; ); e ao legado de pioneiros da denominada ala conservacionista ambiental, como o Padre Baldu\u00edno Rambo (1905 &#8211; 1961), Luiz Henrique Roessler (1896 &#8211; 1963), Augusto Cunha Carneiro (1922 &#8211; ) e Jos\u00e9 Antonio Lutzenberger (1926 &#8211; 2002). A maioria foi \/ \u00e9 un\u00e2nime no imperativo de uma nova postura em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel dos recursos naturais, sob pena de tornarmos nosso habitat extremamente hostil \u00e0 ra\u00e7a humana.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Em breves cita\u00e7\u00f5es gostaria de apontar o quanto esses autores demonstraram\/demonstram preocupa\u00e7\u00e3o com os efeitos perniciosos das atitudes do ser <em>racional<\/em> na utiliza\u00e7\u00e3o <em>irracional<\/em> desses recursos.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">J\u00e1 \u00e9 bastante conhecida a Teoria de Gaia (Lovelock, 2001), postulando que a Terra \u00e9 um grande ser vivo, e que neste momento inicia uma fase de restabelecimento, sem sequer tomar conhecimento do homo sapiens e de sua postura hegem\u00f4nica em rela\u00e7\u00e3o a outras esp\u00e9cies. Ainda Lovelock em <em>A Vingan\u00e7a de Gaia<a name=\"_ednref2\"><\/a><a href=\"#_edn2\" title=\"_ednref2\">2<\/a><\/em> recha\u00e7a qualquer atitude paliativa no trato dos problemas ambientais, afirmando de forma enf\u00e1tica e prof\u00e9tica que, antes do fim deste s\u00e9culo, bilh\u00f5es de n\u00f3s morreremos e os poucos casais f\u00e9rteis que sobreviverem estar\u00e3o no \u00c1rtico, onde o clima continuar\u00e1 toler\u00e1vel. Salienta que, ao n\u00e3o perceber que a Terra regula seu clima e sua composi\u00e7\u00e3o, cometemos a trapalhada de tentar faz\u00ea-lo n\u00f3s mesmos, agindo como se estiv\u00e9ssemos no comando; dessa maneira, nos condenamos ao pior estado de escravid\u00e3o e, se escolhermos ser os guardi\u00f5es da Terra, somos os respons\u00e1veis por manter a atmosfera, os oceanos e a superf\u00edcie terrestre aptos para a vida.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">J\u00e1 o brasilianista Warren Dean, em seu <em>A Ferro e Fogo<a name=\"_ednref3\"><\/a><a href=\"#_edn3\" title=\"_ednref3\">3<\/a><\/em>, descreve com muita propriedade os motivos que levaram \u00e0 devasta\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica, remontando sua pesquisa ao propalado <em>descobrimento<\/em> do Brasil pelos \u00e1vidos colonizadores portugueses. A obra permite entender a rapidez da expropria\u00e7\u00e3o desta rica mata litor\u00e2nea, onde o af\u00e3 explorador levou-nos \u00e0 rid\u00edcula salvaguarda de apenas 7% do volume original. Comprova ainda a busca incessante por madeiras que abasteceriam a f\u00e1brica da grande frota n\u00e1utica em movimenta\u00e7\u00e3o pelos mares da \u00e9poca, devastando grande parcela de nossas madeiras mais nobres. Entendemos tamb\u00e9m porque se chamavam <em>madeiras de lei<\/em>, aquelas encontradas e retiradas de alguns locais espec\u00edficos do territ\u00f3rio brasileiro. Tais madeiras somente poderiam ser cortadas mediante autoriza\u00e7\u00e3o da coroa portuguesa, cuja preocupa\u00e7\u00e3o com a crescente pirataria e o contrabando descontrolado para outras metr\u00f3poles suscitou a cria\u00e7\u00e3o de legisla\u00e7\u00e3o exclusiva para a extra\u00e7\u00e3o na col\u00f4nia.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>Um Sopro de Destrui\u00e7\u00e3o<a name=\"_ednref4\"><\/a><a href=\"#_edn4\" title=\"_ednref4\">4<\/a><\/em>, obra recente de Jos\u00e9 Augusto P\u00e1dua, relata a exist\u00eancia do discurso ambientalista desde os \u00e1ureos tempos do Brasil Imp\u00e9rio, mesmo sem os adjetivos caracter\u00edsticos de nossos dias. Conta ele como as id\u00e9ias de pensadores importantes como Hume e Montesquieu, sobre a influ\u00eancia do clima nas institui\u00e7\u00f5es e nos costumes dos povos &#8211; id\u00e9ias essas disseminadas na Europa em meados do s\u00e9culo XVIII &#8211; desembarcaram nas col\u00f4nias tropicais. Segundo P\u00e1dua, o conceito de que a destrui\u00e7\u00e3o das florestas era respons\u00e1vel pelas secas e, no limite, pela desertifica\u00e7\u00e3o, capturou a imagina\u00e7\u00e3o d<br \/>\ne v\u00e1rios observadores da vida colonial. A condena\u00e7\u00e3o do desflorestamento, com base nessa teoria, ganhou um novo patamar pol\u00edtico e econ\u00f4mico. \u00c9 nesse contexto que deve ser entendida, por exemplo, a advert\u00eancia feita por Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio em 1823 sobre a falta das <em>chuvas fecundantes, <\/em>que ilustra a introdu\u00e7\u00e3o deste ensaio.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Num pequeno manual de cunho did\u00e1tico, denominado <em>O que \u00e9 Ecologia<a name=\"_ednref5\"><\/a><a href=\"#_edn5\" title=\"_ednref5\">5<\/a><\/em>, P\u00e1dua e Lago abordam os principais aspectos da ecologia no pa\u00eds, mas n\u00e3o se olvidam de ressaltar a import\u00e2ncia de um cuidado com a preserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais em crescente escassez. O dogma do crescimento ilimitado, sem limites de produ\u00e7\u00e3o material, estabelecendo uma vis\u00e3o reducionista que classifica os pa\u00edses em <em>desenvolvidos<\/em> e <em>em desenvolvimento<a name=\"_ednref6\"><\/a><a href=\"#_edn6\" title=\"_ednref6\">6<\/a><\/em>,<em> <\/em>\u00e9 outra contribui\u00e7\u00e3o trazida pela obra, assim como, a censura no uso de um crit\u00e9rio como o do Produto Nacional Bruto<a name=\"_ednref7\"><\/a><a href=\"#_edn7\" title=\"_ednref7\">7<\/a><em>Manifesto Ecol\u00f3gico Brasileiro<a name=\"_ednref8\"><\/a><a href=\"#_edn8\" title=\"_ednref8\">8<\/a><\/em> tamb\u00e9m adverte para o uso incorreto do PNB como medida do crescimento de uma na\u00e7\u00e3o.<\/span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Na perspectiva do resgate hist\u00f3rico, o professor Jos\u00e9 Augusto Drummond, do Centro de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da Universidade de Bras\u00edlia, possui v\u00e1rios artigos sobre hist\u00f3ria ambiental<a name=\"_ednref9\"><\/a><a href=\"#_edn9\" title=\"_ednref9\">9<\/a>, resgatando os muitos autores que se dedicaram \u00e0 an\u00e1lise cr\u00edtica das rela\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas entre a sociedade e o meio natural. Entre os brasileiros, cita ele a import\u00e2ncia das obras de Gilberto Freyre (1900 &#8211; 1987) e S\u00e9rgio Buarque de Holanda (1900 &#8211; 1982); sendo o primeiro respons\u00e1vel por relevante texto em <em>Nordeste<\/em> (1985), quando evidencia como as expectativas, os valores e os atos dos portugueses produziram efeitos predat\u00f3rios no quadro natural do chamado Nordeste \u00famido; e o segundo que trata com desenvoltura de vari\u00e1veis ambientais como flora, fauna, topografia, solos e rios nos textos de <em>Mon\u00e7\u00f5es<\/em> (1990) e de <em>O Extremo Oeste<\/em> (1986). Alberto Torres (1865 &#8211; 1917) tamb\u00e9m \u00e9 destaque nessa pl\u00eaiade de ensa\u00edstas ambientais citados pelo professor Drummond. Diz ele que, embora Torres n\u00e3o tenha se aprofundado no assunto, seu texto escrito no in\u00edcio do s\u00e9culo passado influenciou sobremaneira a legisla\u00e7\u00e3o ambiental brasileira, abordando a import\u00e2ncia do uso racional dos recursos naturais e caracterizando a economia brasileira como uma consumidora voraz e imprevidente de recursos naturais.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A insipiente ind\u00fastria brasileira das d\u00e9cadas de 1940 e 1950 foi respons\u00e1vel por um dos maiores problemas de sa\u00fade p\u00fablica da \u00e9poca: a polui\u00e7\u00e3o indiscriminada dos recursos h\u00eddricos do pa\u00eds. Todos os res\u00edduos provenientes da cadeia industrial tinham como destino certo as \u00e1guas dos rios. Na regi\u00e3o do Vale do Rio dos Sinos, o quadro n\u00e3o foi diferente; a ind\u00fastria coureiro-cal\u00e7adista e as atafonas<a name=\"_ednref10\"><\/a><a href=\"#_edn10\" title=\"_ednref10\">10<\/a> se encarregaram de poluir as \u00e1guas do rio que dava nome \u00e0 regi\u00e3o, contando ainda com a insensatez e acultura\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ribeirinha, que descartava animais mortos &#8211; cavalos, bois, c\u00e3es &#8211; empestando a mesma \u00e1gua que serviria para cozinhar, lavar e beber. Nesse \u00ednterim, surge um dos grandes pioneiros da defesa ambiental brasileira, Henrique Luiz Roessler, que atuou como fiscal da pesca no Rio dos Sinos e foi delegado florestal do estado, fundando em 1955 a UPAN &#8211; Uni\u00e3o Protetora da Natureza. A biografia de Roessler est\u00e1 dispon\u00edvel em obra de resgate realizada por sua neta Maria Luiza<a name=\"_ednref11\"><\/a><a href=\"#_edn11\" title=\"_ednref11\">11<\/a>, onde \u00e9 poss\u00edvel entender o contexto hist\u00f3rico em que se deu a coloniza\u00e7\u00e3o alem\u00e3, \u00e0s margens do Rio dos Sinos, e de sua influ\u00eancia na realidade econ\u00f4mica e cultural, mas tamb\u00e9m ambiental, no vale do mesmo nome. A obra denominada o <em>Homem do Rio<\/em> &#8211; <em>paisagens de uma paix\u00e3o<\/em> relata de forma simples a atua\u00e7\u00e3o de Roessler na preserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais da regi\u00e3o, enfrentando pescadores ilegais, madeireiros, industriais poluidores e ca\u00e7adores clandestinos. Uma das passagens que chama aten\u00e7\u00e3o na obra \u00e9 o cap\u00edtulo que trata de uma persegui\u00e7\u00e3o que o ambientalista empreendia entre os munic\u00edpios de Farroupilha e Bento Gon\u00e7alves e o jipe em que andava derrapou no saibro e capotou, caindo de uma ponte e esfacelando seu p\u00e9 direito preso \u00e0s ferragens. Mesmo sendo socorrido no Hospital de Bento Gon\u00e7alves, n\u00e3o houve alternativas que evitassem a amputa\u00e7\u00e3o. Desse momento em diante, Roessler teria maior dificuldade para empreender de forma eficaz sua tarefa de defensor dos recursos naturais.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Nenhuma cr\u00edtica ambiental alcan\u00e7ou tamanha repercuss\u00e3o do que as empreendidas pelo movimento ambientalista ga\u00facho em pleno regime militar, inaugurado na d\u00e9cada de 1970 pela AGAPAN &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Ga\u00facha de Prote\u00e7\u00e3o ao Ambiente Natural. Foram cr\u00edticas \u00e0 administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica da capital ga\u00facha, como a poda indiscriminada de \u00e1rvores, \u00e0 polui\u00e7\u00e3o do Rio Gua\u00edba pela empresa norueguesa Borregaard e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de usinas nucleares &#8211; estes \u00faltimos com total apoio do programa desenvolvimentista do governo Geisel -, e a utiliza\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1ria de agrot\u00f3xicos nas lavouras do estado, que fizeram de Jos\u00e9 Antonio Lutzenberger<a name=\"_ednref12\"><\/a><a href=\"#_edn12\" title=\"_ednref12\">12<\/a> o grande disseminador das id\u00e9ias preservacionistas em n\u00edvel nacional. A ele \u00e9 creditada a cria\u00e7\u00e3o do termo <em>agrot\u00f3xico,<\/em> em substitui\u00e7\u00e3o ao <em>defensivo agr\u00edcola,<\/em> utilizado pela ind\u00fastria qu\u00edmica multinacional. Uma obra de sua autoria se constitui at\u00e9 hoje em manual de consulta obrigat\u00f3ria do movimento ambientalista brasileiro: <em>Manifesto Ecol\u00f3gico Brasileiro &#8211; o fim do futuro.<\/em> Foi escrito enquanto Lutz, como ficou mais conhecido depois de abra\u00e7ar a causa ambiental, trabalhava como empreiteiro do governo estadual executando projeto de paisagismo no Parque Estadual da Guarita da cidade balne\u00e1ria de Torres, no Rio Grande do Sul. O manifesto teve ainda uma vers\u00e3o em espanhol para a Universidade de Los Andes da Venezuela, em 1978.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Fica evidente a preocupa\u00e7\u00e3o de Lutzenberger com o futuro dos recursos naturais nessa abordagem em seu Manifesto Ecol\u00f3gico Brasileiro, escrito naquele ano de 1976:<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">&#8220;Iniciamos agora a conquista da Amaz\u00f4nia, \u00faltima grande selva tropical do Globo. Queremos &#8220;integr\u00e1-la&#8221; e para isto partimos das mesmas atitudes de preda\u00e7\u00e3o indiscriminada do colono de 1500, mas com tecnologias que exponenciam as ordens de magnitude dos estragos. Se o colono no Rio Grande do Sul levou cento e cinq\u00fcenta anos para, a machado e fogo, destruir cem mil quil\u00f4metros quadrados de floresta, na Amaz\u00f4nia, com o trator, a moto serra, o &#8220;defoliante&#8221; e os inc\u00eandios gigantescos de cem mil hectares ou mais, por vez, a efici\u00eancia \u00e9 bem outra. Em cinco anos causamos mais estragos que nos quinhentos anos precedentes. As grandes empresas, muitas das quais estrangeiras e sem nenhuma tradi\u00e7\u00e3o agropastoril, todas interessadas apenas no lucro pr\u00f3prio, sem nenhum embasamento em estudos ecol<br \/>\n\u00f3gicos, derrubam simplesmente a floresta, para substitu\u00ed-la por planta\u00e7\u00f5es ou pastos, os quais n\u00e3o se sabe ainda quanto tempo v\u00e3o durar&#8221;<a name=\"_ednref13\"><\/a><a href=\"#_edn13\" title=\"_ednref13\">13<\/a>.<em> <\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Se conselho fosse bom a gente n\u00e3o dava, vendia!<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Por in\u00fameras vezes, ouvi essa assertiva de meus pares na adolesc\u00eancia, sem imaginar que o tempo seria um dos maiores s\u00e1bios que j\u00e1 conheci. Quantas recomenda\u00e7\u00f5es foram de suma import\u00e2ncia em determinados momentos de minha vida? E quanta car\u00eancia, em momentos cruciais, daqueles alertas subestimados pelo meu descr\u00e9dito? Ali\u00e1s, tento hoje, em v\u00e3o muitas vezes, sensibilizar minha filha adolescente de qu\u00e3o importante \u00e9 ouvir a &#8220;voz da experi\u00eancia&#8221; como forma de aprimoramento ou preven\u00e7\u00e3o. Mas, tal como eu no passado, finge educadamente que me ouve e n\u00e3o perde a seq\u00fc\u00eancia de mensagens que, de forma insistente, invadem a tela de seu computador.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Fico a imaginar por que n\u00e3o damos cr\u00e9dito aos avisos constantes em rela\u00e7\u00e3o ao mau uso dos recursos naturais? Ser\u00e1 que todos n\u00f3s adultos estamos imbu\u00eddos de um esp\u00edrito adolescente impregnado de inconseq\u00fc\u00eancia, cujo arrependimento tardio poder\u00e1 gerar algum senso de culpa? Ou ser\u00e1 mais importante o futuro de curto prazo que constru\u00edmos agora, do que aquele que estamos preparando para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es, inclu\u00eddos a\u00ed nossos filhos e nossos netos? \u00c9 importante dar ouvidos a Lutzenberger quando afirma que &#8220;talvez sejamos em breve amaldi\u00e7oados como a gera\u00e7\u00e3o que mais lixo produziu desde nossos prim\u00f3rdios&#8221;, com um agravante extremo: em plena Revolu\u00e7\u00e3o da Informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 desculpas nem pretextos para alegar que &#8220;n\u00e3o sab\u00edamos&#8221; ou que &#8220;n\u00e3o fomos avisados&#8221;.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong><em>Autor: Jairo Brasil<\/em><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<hr size=\"2\" style=\"text-align: justify;\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong><em>Jairo Brasil \u00e9 graduado e p\u00f3s-graduado em Estudos Sociais pela UPIS de Bras\u00edlia-DF e Mestrando em Educa\u00e7\u00e3o pela UNISINOS de S\u00e3o Leopoldo-RS.<\/em><\/strong> <a href=\"mailto:jairobras@msn.com\">jairobras@msn.com<\/a><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>Notas<\/em><\/span><\/span><\/p>\n<hr size=\"2\" style=\"text-align: justify;\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><a name=\"_edn1\"><\/a><a href=\"#_ednref1\" title=\"_edn1\">1<\/a> P\u00c1DUA, Jos\u00e9 Augusto, <em>Um sopro de destrui\u00e7\u00e3o<\/em>: pensamento pol\u00edtico e cr\u00edtica ambiental no Brasil escravista, 1786-1888. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Edit. 2002.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><a name=\"_edn2\"><\/a><a href=\"#_ednref2\" title=\"_edn2\">2<\/a> Sobre este assunto tenho artigo publicado na Folha do Meio Ambiente, em sua edi\u00e7\u00e3o n\u00ba165 de janeiro\/fevereiro de 2006, que pode ser consultado em meio eletr\u00f4nico no endere\u00e7o <a href=\"http:\/\/www.folhadomeio.com.br\/\">www.folhadomeio.com.br<\/a>.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><a name=\"_edn3\"><\/a><a href=\"#_ednref3\" title=\"_edn3\">3<\/a> DEAN, Warren, <em>A ferro e fogo<\/em>: a hist\u00f3ria e a devasta\u00e7\u00e3o da mata atl\u00e2ntica. &#8211; S\u00e3o Paulo, Cia. Das Letras, 1996.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><a name=\"_edn4\"><\/a><a href=\"#_ednref4\" title=\"_edn4\">4<\/a> P\u00c1DUA, op. cit.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><a name=\"_edn5\"><\/a><a href=\"#_ednref5\" title=\"_edn5\">5<\/a> LAGO, Antonio &amp; P\u00c1DUA, Jos\u00e9 Augusto, <em>O que \u00e9 ecologia.<\/em> S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1985.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><a name=\"_edn6\"><\/a><a href=\"#_ednref6\" title=\"_edn6\">6<\/a> O termo mais utilizado na linguagem econ\u00f4mica atual, para pa\u00edses em vias de desenvolvimento, \u00e9 &#8220;emergente&#8221;. Todavia, preocupado com a autenticidade do texto, mantive aqui o termo original utilizado pelo autor. Apesar de uma linguagem mundialmente aceita, todos sabemos o engodo que se esconde por detr\u00e1s dessa denomina\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><a name=\"_edn7\"><\/a><a href=\"#_ednref7\" title=\"_edn7\">7<\/a> PNB ou tamb\u00e9m PIB &#8211; Produto Interno Bruto.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><a name=\"_edn8\"><\/a><a href=\"#_ednref8\" title=\"_edn8\">8<\/a> LUTZENBERGER, Jos\u00e9 Antonio,<em> Fim do futuro? <\/em>manifesto ecol\u00f3gico brasileiro<em>.<\/em> 5.ed. Porto Alegre: Movimento, 1980.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><a name=\"_edn9\"><\/a><a href=\"#_ednref9\" title=\"_edn9\">9<\/a> Dentre seus artigos escolhi um que relata varias fontes hist\u00f3ricas desse contexto em n\u00edvel internacional, inclusive: DRUMMOND, Jos\u00e9 Augusto, <em>Estudos Hist\u00f3ricos<\/em>, Rio de Janeiro, vol 4, n. 8, 1991- p.177-197, <em>Historia ambiental: temas, fontes e linha de pesquisa<\/em>.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><a name=\"_edn10\"><\/a>10 Engenho de moer gr\u00e3os, movido manualmente ou por cavalgaduras. Local onde costumeiramente se fabricava a farinha de mandioca entre as d\u00e9cadas de 1940 e 1960.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><a name=\"_edn11\"><\/a>11 ROESSLER, Maria Luiza, <em>O homem do rio: <\/em>paisagens de uma paix\u00e3o<em>.<\/em> Porto Alegre: AGE, 1999.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><a name=\"_edn12\"><\/a><a href=\"#_ednref12\" title=\"_edn12\">12<\/a> Para saber mais a respeito da vida e obra do ambientalista, sugiro uma consulta ao Jornal do Meio Ambiente em meio eletr\u00f4nico, onde h\u00e1 artigo que sintetiza meu trabalho de conclus\u00e3o de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em hist\u00f3ria ambiental no endere\u00e7o <a href=\"http:\/\/www.jornaldomeioambiente.com.br\/\">www.jornaldomeioambiente.com.br<\/a>. Tamb\u00e9m indico a leitura da biografia de Jos\u00e9 Lutzenberger, escrita pela jornalista L\u00edlian Dreyer, com o t\u00edtulo de <em>Sinfonia Inacabada<\/em>.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><a name=\"_edn13\"><\/a><a href=\"#_ednref13\" title=\"_edn13\">13<\/a> LUTZENBERGER, op. cit.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 de hoje que a preocupa\u00e7\u00e3o com a escassez dos recursos naturais inquieta pensadores e estudiosos da quest\u00e3o ambiental no pa\u00eds. Inversamente ao que se pensa, o discurso preservacionista permeia nosso cotidiano desde o per\u00edodo imperial, onde j\u00e1 eram not\u00f3rios os desleixos demasiados para com a natureza. 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