{"id":58,"date":"2006-06-23T22:29:38","date_gmt":"2006-06-23T22:29:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cenedcursos.com.br\/?p=58"},"modified":"2006-06-23T22:29:38","modified_gmt":"2006-06-23T22:29:38","slug":"desertificacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cenedcursos.com.br\/meio-ambiente\/desertificacao\/","title":{"rendered":"Desertifica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong><span style=\"font-size: 10pt;\">1. Introdu\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O tema desertifica\u00e7\u00e3o tem preocupado cientistas, governos e popula\u00e7\u00e3o em todo o mundo. Levando-se principalmente em conta a quest\u00e3o da <img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"57\" data-permalink=\"https:\/\/cenedcursos.com.br\/meio-ambiente\/desertificacao-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/cenedcursos.com.br\/meio-ambiente\/wp-content\/uploads\/2006\/06\/desertificacao-1.jpg?fit=199%2C149&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"199,149\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"desertificacao\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/cenedcursos.com.br\/meio-ambiente\/wp-content\/uploads\/2006\/06\/desertificacao-1.jpg?fit=199%2C149&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/cenedcursos.com.br\/meio-ambiente\/wp-content\/uploads\/2006\/06\/desertificacao-1.jpg?fit=199%2C149&amp;ssl=1\" class=\" alignright size-full wp-image-57\" style=\"float: right;\" title=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cenedcursos.com.br\/meio-ambiente\/wp-content\/uploads\/2006\/06\/desertificacao.jpg?resize=199%2C149&#038;ssl=1\" alt=\"desertifica\u00e7\u00e3o\" width=\"199\" height=\"149\" \/>poss\u00edvel escassez dos recursos h\u00eddricos, fica claro porque esta preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante atual, exigindo a\u00e7\u00f5es que sejam eficazes.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: 10pt;\">2. Pequeno Hist\u00f3rico da Desertifica\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A discuss\u00e3o sobre a desertifica\u00e7\u00e3o come\u00e7a nos anos 30, a partir de um fen\u00f4meno ocorrido no meio oeste americano conhecido como Dust Bowl, onde intensa degrada\u00e7\u00e3o dos solos afetou uma \u00e1rea de cerca de 380.000 km 2 nos estados de Oklahoma, Kansas, Novo M\u00e9xico e Colorado. A comunidade cient\u00edfica iniciou uma s\u00e9rie de pesquisas que levaram \u00e0 caracteriza\u00e7\u00e3o deste processo, dando-lhe um nome: desertifica\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">J\u00e1 na d\u00e9cada de 70, ocorreu uma grande seca na regi\u00e3o chamada de Sahel, localizada abaixo do deserto do Saara, quando morreram de fome mais de 500.000 pessoas. Isto fez com que a comunidade internacional reconhecesse os impactos econ\u00f4micos, sociais e ambientais do problema, estabelecendo um programa mundial de a\u00e7\u00e3o para combat\u00ea-lo. Pesquisadores de todo o mundo voltaram sua aten\u00e7\u00e3o para os fen\u00f4menos que ocorrem nas regi\u00f5es semi-\u00e1ridas, sujeitas a secas peri\u00f3dicas. A conclus\u00e3o mais evidente \u00e9 que essas \u00e1reas, por suas caracter\u00edsticas f\u00edsicas e limita\u00e7\u00f5es naturais, concentram as popula\u00e7\u00f5es mais pobres e est\u00e3o sujeitas \u00e0 n\u00edveis mais elevados de degrada\u00e7\u00e3o ambiental.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A discuss\u00e3o sobre desertifica\u00e7\u00e3o teve uma grande evolu\u00e7\u00e3o na d\u00e9cada de 80 e o conceito utilizado consolidou-se na Agenda 21, documento discutido e aprovado durante a Confer\u00eancia do Rio de Janeiro, Brasil, em 1992(Eco 92 &#8211; cap\u00edtulo 12). Ainda nesta confer\u00eancia, pa\u00edses com problemas de desertifica\u00e7\u00e3o propuseram a cria\u00e7\u00e3o de uma conven\u00e7\u00e3o internacional. A Assembl\u00e9ia Geral aprovou a negocia\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o, que foi realizada a partir de janeiro de 1993, e finalizada em 17 de junho de 1994, data que se transformou no Dia Mundial de Luta contra a Desertifica\u00e7\u00e3o. Esta Conven\u00e7\u00e3o foi assinada por mais de 100 pa\u00edses, estando em vigor desde 26 de dezembro de 1996, ap\u00f3s a ratifica\u00e7\u00e3o de mais de 50 pa\u00edses e sua implementa\u00e7\u00e3o se d\u00e1 por meio de Anexos de Aplica\u00e7\u00e3o Regional, dentre eles aquele dedicado \u00e0 Am\u00e9rica Latina e Caribe.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Em mar\u00e7o de 2002, mais de 179 pa\u00edses j\u00e1 faziam parte da Conven\u00e7\u00e3o. Hoje, a principal obriga\u00e7\u00e3o desses pa\u00edses Partes \u00e9 elaborar um Programa de A\u00e7\u00e3o Nacional de Combate \u00e0 Desertifica\u00e7\u00e3o (PAN). O PAN Brasileiro foi elaborado em 2004.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: 10pt;\">3. Desertifica\u00e7\u00e3o: Conceito, Causas e Conseq\u00fc\u00eancias<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A Agenda 21, em seu cap\u00edtulo 12, definiu desertifica\u00e7\u00e3o como sendo &#8220;a degrada\u00e7\u00e3o da terra nas regi\u00f5es \u00e1ridas, semi-\u00e1ridas e sub-\u00famidas secas, resultante de v\u00e1rios fatores, dentre eles as varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e as atividades humanas&#8221;. A degrada\u00e7\u00e3o da terra compreende a degrada\u00e7\u00e3o dos solos, dos recursos h\u00eddricos, da vegeta\u00e7\u00e3o e a redu\u00e7\u00e3o da qualidade de vida das popula\u00e7\u00f5es afetadas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Desertifica\u00e7\u00e3o, em outras palavras, \u00e9 a degrada\u00e7\u00e3o das terras secas, processo este que consiste basicamente na perda da produtividade biol\u00f3gica e econ\u00f4mica das terras agricultur\u00e1veis, das pastagens e das \u00e1reas de matas nativas devido \u00e0s variabilidades clim\u00e1ticas e \u00e0s atividades antr\u00f3picas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Pode-se dizer que as terras secas se adaptam \u00e0s varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Por defini\u00e7\u00e3o, as regi\u00f5es semi-\u00e1ridas t\u00eam fortes limita\u00e7\u00f5es de \u00e1gua doce, com precipita\u00e7\u00f5es podem variar consideravelmente ao longo do ano e per\u00edodos de seca prolongada que podem durar v\u00e1rios anos. Isto faz com que haja uma adapta\u00e7\u00e3o da flora e fauna \u00e0 disponibilidade de \u00e1gua e umidade nesses locais.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">As crescentes demandas dos mercados tendem a estimular a sobre-explora\u00e7\u00e3o dos recursos, o que vem acontecendo nos \u00faltimos anos, devido a uma maior integra\u00e7\u00e3o das economias das regi\u00f5es semi-\u00e1ridas aos mercados nacionais e internacionais.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Os crescimentos de popula\u00e7\u00e3o e da densidade populacional contribuem para a explora\u00e7\u00e3o dos recursos naturais para al\u00e9m de sua capacidade de suporte. O aumento da popula\u00e7\u00e3o, as demandas por alimentos, energia e outros recursos naturais vem provocando importantes impactos na base destes recursos nas regi\u00f5es semi-\u00e1ridas. Dentre outros fatores que contribuem para o processo de desertifica\u00e7\u00e3o est\u00e1 a inadequa\u00e7\u00e3o dos sistemas produtivos, j\u00e1 que formas inadequadas de manejo da terra v\u00eam provocando degrada\u00e7\u00e3o dos solos, da vegeta\u00e7\u00e3o e da biodiversidade.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A desertifica\u00e7\u00e3o provoca impactos ambientais, sejam estes relacionados ao meio f\u00edsico-bi\u00f3tico, sejam relacionados \u00e0s condi\u00e7\u00f5es sociais e econ\u00f4micas. Aqueles impactos ligados ao meio f\u00edsico-bi\u00f3tico referem-se \u00e0 perda da biodiversidade \u2013 fauna e flora -, diminui\u00e7\u00e3o da disponibilidade de recursos h\u00eddricos, por causa de assoreamento de rios, reservat\u00f3rios e outros corpos d\u00b4\u00e1gua e da perda f\u00edsica e qu\u00edmica dos solos. Todos estes fatores reduzem o potencial biol\u00f3gico da terra, influenciando na produtividade agr\u00edcola e impactando as popula\u00e7\u00f5es, especialmente no que diz respeito \u00e0 qualidade de vida.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A degrada\u00e7\u00e3o das terras secas causa s\u00e9rios problemas econ\u00f4micos, especialmente no setor agr\u00edcola, com o comprometimento da produ\u00e7\u00e3o de alimentos. Al\u00e9m do enorme preju\u00edzo causado pela quebra de safras e diminui\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, existe um custo alto de recupera\u00e7\u00e3o da capacidade produtiva de extensas \u00e1reas agr\u00edcolas e da extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies nativas, que podem ser comercializadas, aproveitadas na agropecu\u00e1ria, no melhoramento gen\u00e9tico, ou nas ind\u00fastrias farmac\u00eautica, qu\u00edmica, dentre outras. Os problemas sociais est\u00e3o intimamente relacionados aos econ\u00f4micos. Segundo estimativas das Na\u00e7\u00f5es Unidas, uma dieta adequada para a crescente popula\u00e7\u00e3o mundial implica a triplica\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de alimentos nos pr\u00f3ximos 50 anos. Pode-se esperar um agravamento significativo no quadro de desnutri\u00e7\u00e3o, fal\u00eancia econ\u00f4mica, baixo n\u00edvel educacional e concentra\u00e7\u00e3o de renda e poder que j\u00e1 existem tradicionalmente em muitas \u00e1reas propensas \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses pobres ou em desenvolvimento. Estes milh\u00f5es de pessoas t\u00eam pouca chance de se enquadrar em uma economia cada vez mais moderna e globalizada.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A falta de perspectivas leva a popula\u00e7\u00e3o a migrar para os centros urbanos, desestruturando fam\u00edlias e comunidades. \u00c0 procura de condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis de sobreviv\u00eancia, os migrantes dirigem-se aos centros urbanos, o que acaba por agravar os problemas de infra-estrutura ali existentes. Verifica-se tamb\u00e9m aumento nos n\u00edveis de desemprego e viol\u00eancia urbana. Agrava-se tamb\u00e9m o desequil\u00edbrio regional. Nas regi\u00f5es mais pobres do mundo, existe uma grande lacuna a ser preenchida no que diz respeito ao desenvolvimento econ\u00f4mico e social entre as \u00e1reas suscept\u00edveis ou em processo de desertifica\u00e7\u00e3o e as \u00e1reas mais desenvolvidas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: 10pt;\">4. A<\/span><\/strong><strong><span style=\"font-size: 10pt;\"> Desertifica\u00e7\u00e3o no Mundo e no Brasil<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Nas \u00e1reas suscept\u00edveis \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o e secas, vivem hoje cerca de 900 milh\u00f5es de pessoas e, destas, e 200 milh\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o afetadas por este processo, segundo dados do relat\u00f3rio &#8220;Status <\/span><span lang=\"EN-US\" style=\"font-size: 10pt;\">of Desertification and Implementation of the U.N. Plan of Action to Combat Desertification<\/span><span style=\"font-size: 10pt;\">&#8221; elaborado pelo PNUMA (Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Segundo este Programa, 69% de todas as terras \u00e1ridas do mundo j\u00e1 estariam em processo de degrada\u00e7\u00e3o. Neste percentual, foram inclu\u00eddas \u00e1reas com degrada\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o, mas ainda n\u00e3o do solo. Do ponto de vista s\u00f3cio-econ\u00f4mico, grande parte destas \u00e1reas coincidem com os maiores bols\u00f5es de pobreza nos pa\u00edses de terceiro mundo, fazendo dos processos de perda da produtividade agr\u00edcola e da qualidade de vida resultantes, um quadro dram\u00e1tico.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Ainda segundo dados das Na\u00e7\u00f5es Unidas, este processo vem colocando fora de produ\u00e7\u00e3o, por ano, cerca de 6 milh\u00f5es de hectares (60.000 km2) devido ao sobrepastoreio, saliniza\u00e7\u00e3o dos solos por irriga\u00e7\u00e3o, processos de uso intensivo sem manejo adequado na agricultura. As perdas econ\u00f4micas anuais devido \u00e0 Desertifica\u00e7\u00e3o giram em torno de quatro bilh\u00f5es de d\u00f3lares e o custo de recupera\u00e7\u00e3o das terras em todo o mundo chega a 10 milh\u00f5es de d\u00f3lares por ano.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">No Brasil, as \u00e1reas consideradas suscept\u00edveis s\u00e3o aquelas abrangidas pelo Pol\u00edgono das Secas, ou seja, as regi\u00f5es semi-\u00e1ridas e sub-\u00famidas secas do nordeste brasileiro.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O Nordeste apresenta grande diferencia\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, com secas e estiagens atingindo grande parte do territ\u00f3rio. Sua por\u00e7\u00e3o semi-\u00e1rida compreende uma \u00e1rea de cerca de 900.000 km 2, quase toda no embasamento cristalino e sob forte irregularidade clim\u00e1tica. O clima e a qualidade das terras apresentam limita\u00e7\u00f5es muito fortes para o desenvolvimento de atividades agropecu\u00e1rias capazes de competir com os produtos oriundos de outras regi\u00f5es. Exceto por algumas \u00e1reas espec\u00edficas, que contam com significativos investimentos em tecnologia, a produtividade agr\u00edcola \u00e9 baixa e a produ\u00e7\u00e3o incerta. Em fun\u00e7\u00e3o da falta de manejo adequado na pecu\u00e1ria, as caatingas v\u00eam se exaurindo.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Estudos realizados para a Confer\u00eancia Nacional da Desertifica\u00e7\u00e3o mostraram que a pecu\u00e1ria tradicional \u00e9 um fator de altera\u00e7\u00e3o ambiental que atinge toda a regi\u00e3o, mudando a vegeta\u00e7\u00e3o nativa e permitindo a difus\u00e3o de esp\u00e9cies invasoras sem valor ecol\u00f3gico. Outro fator agravante \u00e9 a agricultura tradicional de sequeiro com as culturas de milho, feij\u00e3o e arroz, associada \u00e0 pr\u00e1tica da pecu\u00e1ria extensiva. Estas culturas s\u00e3o bastante exigentes em solo e \u00e1gua. Desta forma, raramente s\u00e3o obtidas colheitas abundantes, devido \u00e0s secas peri\u00f3dicas e \u00e0 m\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o das chuvas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">As safras baixas e o esgotamento r\u00e1pido do solo fazem com que a agricultura seja itinerante ou com constante rota\u00e7\u00e3o de terras, que acabam sendo deixadas em pouso j\u00e1 em estado de degrada\u00e7\u00e3o avan\u00e7ada, podendo agravar os problemas de perda de solo, al\u00e9m da perda da fertilidade natural em virtude da prolifera\u00e7\u00e3o de pragas invasoras. Para compensar a pouca renda auferida nas atividades, aumenta-se o extrativismo, agravando mais ainda a situa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A regi\u00e3o Nordeste abriga o maior contingente populacional do pa\u00eds vivendo na zona rural. S\u00e3o 43,1 % da popula\u00e7\u00e3o, mais de 18 milh\u00f5es de pessoas (das quais mais de 16 milh\u00f5es est\u00e3o no semi-\u00e1rido). Tal contingente equivale a quase o dobro da regi\u00e3o Sudeste, a duas vezes e meia a regi\u00e3o Sul e a nove vezes a regi\u00e3o Centro-Oeste. Mais de 55% s\u00e3o considerados indigentes na conceitua\u00e7\u00e3o proposta pelo Mapa da Fome do IPEA, sendo tamb\u00e9m a maior concentra\u00e7\u00e3o de indig\u00eancia do pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Preocupada com o quadro de degrada\u00e7\u00e3o ambiental na regi\u00e3o semi-\u00e1rida, a EMBRAPA \u2013 Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria &#8211; elaborou um estudo que abrange a \u00e1rea mais seca do semi-\u00e1rido (pluviosidade inferior a 500 mm, predomin\u00e2ncia da caatinga hiperxer\u00f3fila) privilegiando os aspectos f\u00edsicos e considerando o tempo de ocupa\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o dos usos. Este estudo n\u00e3o abrangeu, no entanto, alguns fatores, dentre eles a intensidade da a\u00e7\u00e3o antr\u00f3pica existente (popula\u00e7\u00e3o, densidade, migra\u00e7\u00f5es). O estudo concluiu que 21,95% da regi\u00e3o semi-\u00e1rida, cerca de 20.364.900 h\u00e1, estariam comprometidos, em v\u00e1rios n\u00edveis, de degrada\u00e7\u00e3o ambiental. A escala da degrada\u00e7\u00e3o por tipo de solo e as \u00e1reas atingidas no Nordeste podem ser visualizadas na Figura 2, a seguir:<\/span><\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td colspan=\"7\" valign=\"top\"><em>N\u00edveis de Degrada\u00e7\u00e3o por Tipo de Solo &#8211; 1995<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\"><em>N\u00edveis de degrada\u00e7\u00e3o ambiental <\/em><\/td>\n<td valign=\"top\">Tipos e associa\u00e7\u00f5es de solos<\/td>\n<td valign=\"top\">Relevo<\/td>\n<td valign=\"top\">Sensibilidade \u00e0 eros\u00e3o (%)<\/td>\n<td valign=\"top\">Tempo de ocupa\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td valign=\"top\">Tr\u00f3pico semi-\u00e1rido (%)<\/td>\n<td valign=\"top\">Nordeste (%)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\"><em>Severo<\/em><\/td>\n<td valign=\"top\">Bruno n\u00e3o c\u00e1lcicos<\/td>\n<td valign=\"top\">Suave ondulado e ondulado<\/td>\n<td valign=\"top\">Forte<\/td>\n<td valign=\"top\">Longo (Algod\u00e3o)<\/td>\n<td valign=\"top\">12,80<\/td>\n<td valign=\"top\">7,15<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\"><em>Acentuado<\/em><\/td>\n<td valign=\"top\">Lit\u00f3licos<\/td>\n<td valign=\"top\">Ondulado, forte ondulado e montanhoso<\/td>\n<td valign=\"top\">Muito Forte<\/td>\n<td valign=\"top\">Recente (Culturas de subsist\u00eancia)<\/td>\n<td valign=\"top\">10,23<\/td>\n<td valign=\"top\">1,90<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\"><em>Moderado<\/em><\/td>\n<td valign=\"top\">Podz\u00f3lico Eutr\u00f3fico Terras roxas estruturadas Cambissolo<\/td>\n<td valign=\"top\">Ondulado e forte ondulado<\/td>\n<td valign=\"top\">Moderado<\/td>\n<td valign=\"top\">Longo (Culturas comerciais)<\/td>\n<td valign=\"top\">10,21<\/td>\n<td valign=\"top\">1,89<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\"><em>Baixo<\/em><\/td>\n<td valign=\"top\">Planossolos<\/td>\n<td valign=\"top\">Plano e suave ondulado<\/td>\n<td valign=\"top\">Moderado<\/td>\n<td valign=\"top\">M\u00e9dio (Pastagem e Culturas de Subsist\u00eancia)<\/td>\n<td valign=\"top\">7,07<\/td>\n<td valign=\"top\">1,89<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\"><em>Total<\/em><\/td>\n<td valign=\"top\">&nbsp;<\/td>\n<td valign=\"top\">&nbsp;<\/td>\n<td valign=\"top\">&nbsp;<\/td>\n<td valign=\"top\">&nbsp;<\/td>\n<td valign=\"top\">67,93<\/td>\n<td valign=\"top\">12,25<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>Fonte: Zoneamento das \u00c1reas em Processo de Degrada\u00e7\u00e3o Ambiental no Tr\u00f3pico Semi-\u00c1rido do Brasil, EMBRAPA, 1995.<\/em><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: 10pt;\">5. A\u00e7\u00f5es Realizadas no Combate \u00e0 Desertifica\u00e7\u00e3o no Brasil<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Como vimos do processo de desertifica\u00e7\u00e3o estar ocorrendo j\u00e1 h\u00e1 muito tempo, s\u00f3 mais recentemente tornou-se preocupa\u00e7\u00e3o de especialistas e governos, por afetar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e piorar as condi\u00e7\u00f5es de vida de milh\u00f5es de habitantes destas regi\u00f5es. No Brasil, a institui\u00e7\u00e3o de pesquisa do nordeste brasileiro, aonde a gravidade do problema vem se acentuando e atingindo n\u00edveis de degrada\u00e7\u00e3o quase irrevers\u00edveis, tem se unido para elaborar planos e implementar a\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A partir da Confer\u00eancia Nacional e Semin\u00e1rio Latino Americano de Desertifica\u00e7\u00e3o \u2013 CONSLAD, realizado em Fortaleza, Cear\u00e1, em 1994, e com o apoio da FINEP &#8211; Financiadora de Estudos e Projetos, iniciaram-se as negocia\u00e7\u00f5es para a implanta\u00e7\u00e3o da <strong>Rede Interestadual de Informa\u00e7\u00e3o e Documenta\u00e7\u00e3o em Desertifica\u00e7\u00e3o \u2013 REDESERT. <\/strong>O desenvolvimento de pesquisas e a\u00e7\u00f5es em desertifica\u00e7\u00e3o no Nordeste tem como principais problemas a escassez de recursos humanos, financeiros e materiais, al\u00e9m de projetos desarticulados, que em muitos casos s\u00e3o superpostos em diferentes institui\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Na REDESERT, participam as seguintes institui\u00e7\u00f5es: Funda\u00e7\u00e3o Cearense de Meteorologia e Recursos H\u00eddricos &#8211; FUNCEME; Departamento de Ci\u00eancias Geogr\u00e1ficas\/Universidade Federal de Pernambuco; Funda\u00e7\u00e3o Joaquim Nabuco \u2013 FUNDAJ; Centro de Pesquisa Agropecu\u00e1ria do Tr\u00f3pico Semi-Arido-CPATSA\/EMBRAPA e Faculdade de Agronomia do M\u00e9dio S\u00e3o Francisco \u2013 FAMESF\/UNEB. Contam ainda com o apoio do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, Recursos H\u00eddricos e da Amaz\u00f4nia Legal, da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Esquel Brasil \u2013 FGEB e do Programa de Recursos Humanos para \u00c1reas Estrat\u00e9gicas \u2013 RHAE\/CNPq.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A REDESERT tem como objetivo geral aglutinar e otimizar os recursos dispersos nas v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es que trabalham o tema, permitindo uma atua\u00e7\u00e3o conjunta aproveitando melhor a voca\u00e7\u00e3o e compet\u00eancia das institui\u00e7\u00f5es participantes, al\u00e9m de propiciar um planejamento de a\u00e7\u00f5es e estrat\u00e9gias comuns com permanente troca de informa\u00e7\u00f5es. Facilitar\u00e1 tamb\u00e9m a forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos atrav\u00e9s de cursos, est\u00e1gios e treinamento, n\u00e3o s\u00f3 otimizando as diversas compet\u00eancias, como tamb\u00e9m os recursos financeiros.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O Minist\u00e9rio do Meio Ambiente decidiu elaborar, em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Grupo Esquel Brasil, o Plano Nacional de Combate \u00e0 Desertifica\u00e7\u00e3o (PNCD), uma exig\u00eancia da Conven\u00e7\u00e3o de Desertifica\u00e7\u00e3o. Neste sentido, a Rede ajuda na organiza\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es para alimentar a elabora\u00e7\u00e3o do PNCD e, ao mesmo tempo, \u00e9 alimentada pelas informa\u00e7\u00f5es geradas no processo de elabora\u00e7\u00e3o do Plano.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Dentre os objetivos espec\u00edficos da REDESERT est\u00e1 o de facilitar o desenvolvimento de novos programas de pesquisa e integrar aqueles j\u00e1 existentes numa perspectiva te\u00f3rico-metodol\u00f3gica voltada para a desertifica\u00e7\u00e3o, de maneira a nortear a\u00e7\u00f5es de desenvolvimento sustent\u00e1vel no semi-\u00e1rido.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Al\u00e9m disso, existe o Programa de A\u00e7\u00e3o Nacional de Combate \u00e0 Desertifica\u00e7\u00e3o e Mitiga\u00e7\u00e3o dos efeitos da Seca (PAN) O PAN foi elaborado pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente de acordo com a Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Combate \u00e0 Desertifica\u00e7\u00e3o (UNCCD), Agenda 21, Declara\u00e7\u00e3o do Semi-\u00c1rido (ASA), 1\u00aa Confer\u00eancia Nacional do Meio Ambiente (2003) e Plano Plurianual 2004-2007. As conven\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas de Diversidade Biol\u00f3gica e de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas tamb\u00e9m foram observadas. O PAN \u00e9 resultado de um ano de debates, que envolveu o governo federal e de onze estados do Nordeste e do Sudeste.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Este \u00e9 um programa \u00e9 um programa de desenvolvimento regional sustent\u00e1vel com recursos alocados em v\u00e1rios minist\u00e9rios, j\u00e1 que a desertifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 considerada um problema exclusivamente ambiental. Dentre as a\u00e7\u00f5es j\u00e1 em andamento, est\u00e3o programas para constru\u00e7\u00e3o de cisternas, abastecimento de \u00e1gua, divulga\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas adequadas para conserva\u00e7\u00e3o do solo, agrossilvicultura, alternativas ao uso da lenha, capacita\u00e7\u00e3o de agentes p\u00fablicos e civis para elabora\u00e7\u00e3o de projetos, zoneamento ecol\u00f3gico-econ\u00f4mico e outras.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: 10pt;\">6. Considera\u00e7\u00f5es Finais<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Como foi visto, o programa de desertifica\u00e7\u00e3o de \u00e1reas pode vir a se agravar em ritmo acelerado, atingindo grandes \u00e1reas, especialmente na regi\u00e3o Nordeste brasileira. Talvez a sa\u00edda esteja no desenvolvimento sustent\u00e1vel que se baseia na durabilidade do crescimento econ\u00f4mico, associada \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o de recursos naturais, tema importante na educa\u00e7\u00e3o ambiental.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Do ponto de vista desta conserva\u00e7\u00e3o, a sustentabilidade pode ser alcan\u00e7ada por meio de dois mecanismos: t\u00e9cnicas de manejo que evitem a degrada\u00e7\u00e3o do solo, dos recursos h\u00eddricos e sistemas de conserva\u00e7\u00e3o que preservem a biodiversidade. E, certamente, a cria\u00e7\u00e3o de uma consci\u00eancia cada vez mais ecol\u00f3gica.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Em junho de 2006, o Programa Salto para o Futuro Especial: <strong>Combate \u00e0 Desertifica\u00e7\u00e3o &#8211; um desafio para a Escola <\/strong>ser\u00e1 exibido por esta TV, de 05 a 09 de junho, das 19h \u00e0s 20h, em comemora\u00e7\u00e3o \u00e0 Semana do Meio Ambiente e ao Ano Internacional dos Desertos e da Desertifica\u00e7\u00e3o. Esta \u00e9 uma iniciativa coordena\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica de combate \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o da Secretaria de Recursos H\u00eddricos (CTC\/SRH), do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, com a parceria do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O objetivo do programa \u00e9 promover a educa\u00e7\u00e3o contextualizada, trazendo ao p\u00fablico o significado de conceitos como desertifica\u00e7\u00e3o, areniza\u00e7\u00e3o, savaniza\u00e7\u00e3o e desertos; discutindo causas da desertifica\u00e7\u00e3o e apresentando meios de se combater o processo.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Tamb\u00e9m na mesma semana o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente promove a exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Olhares sobre o Semi-\u00c1rido&#8221;, na Pra\u00e7a das Artes &#8211; 1\u00ba piso do Shopping Conjunto Nacional &#8211; e no Hall do Minist\u00e9rio da Cultura, em Bras\u00edlia. O objetivo \u00e9 comemorar o Ano Internacional dos Desertos e da Desertifica\u00e7\u00e3o (AIDD), cumprindo o calend\u00e1rio internacional da Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas de Combate \u00e0 Desertifica\u00e7\u00e3o (UNCCD).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Mas de nada adiantar\u00e1 a\u00e7\u00f5es como estas se os objetivos dos programas propostos n\u00e3o forem cumpridos. Estes devem estar associados a estrat\u00e9gias gerais de desenvolvimento voltadas para a redu\u00e7\u00e3o da pobreza, a eleva\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es educacionais (o que leva algumas gera\u00e7\u00f5es) e a inser\u00e7\u00e3o da economia tradicional aos mercados regional, nacional e internacional, economia esta que dever\u00e1 estar adaptada tecnologicamente \u00e0s limita\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e cient\u00edficas. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: right;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><em><span style=\"font-size: 10pt;\">Autora: Celina Maria Braga Moreira de Souza<\/span><\/em><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: right;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"font-size: 10pt;\">Bibliografia:<\/span>\u00a0<\/em><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"http:\/\/www.mma.gov.br\/port\/redesert\/desert.html\" rel=\"nofollow\">www.mma.gov.br\/port\/redesert\/desert.html<\/a><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"http:\/\/www.mma.gov.br\/port\/redesert\/desertbr.html\" rel=\"nofollow\">www.mma.gov.br\/port\/redesert\/desertbr.html<\/a><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"http:\/\/www.sepa.cv.org\/Icd\/causaeefeito.html\" rel=\"nofollow\">www.sepa.Cv.org\/Icd\/causaeefeito.html<br \/>\n<\/a><a href=\"http:\/\/www.mma.gov.br\/port\/redesert\/desert\/html\" rel=\"nofollow\">www.mma.gov.br\/port\/GAB\/desert\/index.html<br \/>\n<\/a><a href=\"http:\/\/www.mma.gov.br\/port\/redesert\/desert\/html\" rel=\"nofollow\">www.mma.gov.br\/port\/redesert\/desertmu.html<br \/>\n<\/a><a href=\"http:\/\/www.mma.gov.br\/port\/redesert\/desert\/html\" rel=\"nofollow\">www.mma.gov.br\/port\/GAB\/desert\/impdes.html<br \/>\n<\/a><a href=\"http:\/\/www.iica.org.br\/d\/Oqueedesert\/index_oquee.htm\" rel=\"nofollow\">www.iica.org.br\/d\/Oqueedesert\/index_oquee.htm<br \/>\n<\/a><a href=\"http:\/\/desertificacao.cnrh-srh.gov.br\/\" rel=\"nofollow\">www.desertifica\u00e7\u00e3o.cnrh-srh.gov.br\/<br \/>\n<\/a><a href=\"http:\/\/www.mma.gov.br\/ascom\/ultimas\/index.cfm?id=2588\" rel=\"nofollow\">http:\/\/www.mma.gov.br\/ascom\/ultimas\/index.cfm?id=2588<br \/>\n<\/a><a href=\"http:\/\/www.mma.gov.br\/ascom\/ultimas\/index.cfm?id=2587\" rel=\"nofollow\">http:\/\/www.mma.gov.br\/ascom\/ultimas\/index.cfm?id=2587<br \/>\n<\/a><span class=\"style11\"><a href=\"http:\/\/www.mma.gov.br\/ascom\/ultimas\/index.cfm?id=1913&amp;pesquisa=desertifica%C3%A7%C3%A3o\" rel=\"nofollow\">http:\/\/www.mma.gov.br\/ascom\/ultimas\/index.cfm?id=1913&amp;pesquisa=desertifica\u00e7\u00e3o<\/a><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\">[grwebform url=&#8221;http:\/\/app.getresponse.com\/view_webform.js?wid=3381303&amp;u=SK7G&#8221; css=&#8221;on&#8221;\/]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. Introdu\u00e7\u00e3o O tema desertifica\u00e7\u00e3o tem preocupado cientistas, governos e popula\u00e7\u00e3o em todo o mundo. Levando-se principalmente em conta a quest\u00e3o da poss\u00edvel escassez dos recursos h\u00eddricos, fica claro porque esta preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante atual, exigindo a\u00e7\u00f5es que sejam eficazes. 2. Pequeno Hist\u00f3rico da Desertifica\u00e7\u00e3o A discuss\u00e3o sobre a desertifica\u00e7\u00e3o come\u00e7a nos anos 30, a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[495],"tags":[673,685,962,1030],"class_list":{"0":"post-58","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-impactos-ambientais-textos","7":"tag-degradacao-das-terras","8":"tag-desertificacao","9":"tag-pnuma","10":"tag-recursos-hidricos"},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Desertifica\u00e7\u00e3o - CENED Cursos Online<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"O tema desertifica\u00e7\u00e3o tem preocupado cientistas, governos e popula\u00e7\u00e3o em todo o mundo\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/cenedcursos.com.br\/meio-ambiente\/desertificacao\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Desertifica\u00e7\u00e3o - CENED Cursos Online\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"O tema desertifica\u00e7\u00e3o tem preocupado cientistas, governos e popula\u00e7\u00e3o em todo o mundo\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/cenedcursos.com.br\/meio-ambiente\/desertificacao\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"CENED Cursos Online\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2006-06-23T22:29:38+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.cenedcursos.com.br\/meio-ambiente\/wp-content\/uploads\/2006\/06\/desertificacao.jpg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Amarildo R. 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