Coleta de Lixo Pública

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1.     TEMA E PROBLEMA

Voltando atrás no tempo, no período da Pré-história, percebemos que os humanos viviam em pequenos grupos que se abrigavam em cavernas e se

Coleta de Lixo

Coleta de Lixo

alimentavam dos animais que caçavam e das plantas que apanhavam. Eles se mudavam com freqüência à procura de mais recursos e nunca ficavam num mesmo lugar tempo suficiente para acumular muito lixo. Seus resíduos eram compostos por ossadas e objetos de pedra lascada.

À medida que os humanos passaram a se estabelecer em comunidades permanentes aumentou a concentração de pessoas e de resíduos produzidos por elas. Como elas não se mudavam mais, o acúmulo desses resíduos passou a incomodar. Em Atenas surgem os primeiros lixões que, por consequência, atraíram ratos, baratas e outros insetos indesejáveis. Os gregos passaram então a cobrir o lixo com camadas de terra e criaram, em 500 a.C., o que hoje chamamos de aterro controlado, mas ainda assim naquela época o lixo era composto basicamente por restos de comida.

Durante a Idade Média, livrar-se do lixo continuava a ser uma responsabilidade de cada um, o acúmulo de pessoas nas cidades foi aumentando e, consequentemente, também o volume dos resíduos que continham, além de restos de comida, grandes quantidades de excrementos animal e humano. Este período da história foi marcado pelo surgimento de sérias doenças e epidemias.

Nem assim as pessoas evitaram jogar as coisas fora ou foram procurar alternativas para o que precisavam descartar. Com a Revolução Industrial o consumo dos bens ficou mais fácil, e o desperdício também!

No século XIX, quando as más condições de higiene passaram a ser vistas como um incômodo, a população buscou alternativas para a disposição final do lixo e assim como algumas mudanças de hábito com relação à higiene pessoal e das residências. Os municípios limpavam as ruas, e os engenheiros sanitários criaram novas tecnologias para reduzir custos e volume.

Segundo a literatura consultada, um brasileiro que viva 70 anos irá produzir 25 toneladas de lixo nesse período. Por dia calcula-se que um brasileiro produza 1 kg de lixo, isso é menos que um americano que produz 3,2 kg, mas mais que os gregos ou portugueses. O lixo produzido nas cidades brasileiras tem crescido assustadoramente e as prefeituras não estão preparadas para lidar com esse volume e diversidade de lixo, que até poucos anos atrás era constituído basicamente de restos orgânicos.

A questão do lixo está diretamente ligada ao modelo de desenvolvimento que vivemos, vinculada ao incentivo do consumo, pois muitas vezes adquirimos coisas que não são necessárias, e tudo que consumimos produzem impactos. Há aproximadamente 40 anos a quantidade de lixo gerada era muito inferior à atual, hoje a população aumentou, a globalização se encontra em um estágio avançado, além disso, as inovações tecnológicas no segmento dos meios de comunicação (rádio, televisão, internet, celular etc.) facilitaram a dispersão de mercadorias em nível mundial.

Assim, as centenas de milhares de toneladas de lixo produzido diariamente no Brasil tem como destino os lixões, grandes depósitos a céu aberto, que contribuem para o surgimento de doenças, além de constituírem um problema social pois muitas pessoas vivem e se alimentam dos materiais ali encontrados.

Outra forma de disposição e tratamento dos resíduos são:

– Aterros sanitários: forma segura e econômica de dispor o lixo. Consiste na colocação do lixo na solo, onde é coberto por uma camada de terra em certo espaço de tempo. Embora esse método não trate os resíduos muitos materiais podem ser recuperados ou tratados de outra forma, como os resíduos biodegradáveis, que pela ação das bactérias anaeróbias decompõem esses materiais e geram biogás que pode ser coletado pode ser queimado para destruir o gás metano o gás sulfídrico e outros contaminantes orgânicos. Essa prática reduz os impactos ambientais da queima de combutível fóssil, entre eles o efeito estufa e a produção da chuva ácida.

– Aterros controlados: nesses locais o lixo é depositado no solo e coberto com uma camada de terra. As substâncias produzidas pela decomposição da matéria orgânica ficam retidas no solo ou são perdidas para a atmosfera.

– Usina de compostagem: o lixo coletado é separado (plásticos, vidros, metais) e a matéria orgânica é processada de modo a obter um composto orgânico que posteriormente é utilizado na agricultura ou ajardinamento.

– Incineração: nesse local o lixo contaminado coletado de hospitais, postos de saúde, farmácias, gabinetes odontológicos e outros serviços de saúde é queimado em fornos especiais a altas temperaturas para torna-lo inofensivo à saúde pública e reduzir seu peso e volume.

O que fazer então? Qual a solução para o problema do lixo? Algumas alternativas já vem sendo adotadas pelas prefeituras, até mesmo por força de lei, mas que tem reduzido o impacto que o lixo provoca ao meio ambiente.

Também devemos fazer nossa parte nesse processo. Como? “Uma possível solução alternativa para esse problema é o uso racional dos bens de consumo, a fim reduzir a produção de resíduos sólidos.” [SANTOS, 2005, p. 74]. Faz-se necessário uma mudança de hábitos da população, evitando o que pode ser supérfluo.

Uma outra alternativa é reaproveitarmos tudo o que for possível, papéis, frascos e tantos outros materiais.

E a terceira forma, e hoje uma das que mais recebe adesões, é a reciclagem. Mas ainda precisamos educar a população para que faça a separação dos materiais e as Prefeituras devem implantar um sistema de coleta seletiva dos materiais. Só assim, trabalhando juntos, é que o problema do lixo será solucionado.

Foi pensando nisso que baseamos o tema e o problema do projeto:

Tema: Coleta Pública de Lixo

Problema: Qual a solução que a Prefeitura está encontrando para o problema do lixo no Município, ou ainda não está sendo feito nada em relação a isso.

2.     JUSTIFICATIVA

A questão do lixo está diretamente ligada ao modelo de desenvolvimento que vivemos, vinculada ao incentivo do consumo, pois muitas vezes adquirimos coisas que não são necessárias, e tudo que consumimos produz impactos.

Na onda do consumismo, os produtos que antigamente eram feitos para durar muitos anos, hoje tem uma vida útil muito menor e, ao invés de consertar, as pessoas são incentivadas a jogar fora e comprar um modelo novo. Estamos na era do descartável, mas assim como as pessoas na Idade Média sofreram as conseqüências de jogar o lixo em qualquer lugar, nós estamos percebendo que consumir muito e jogar muita coisa fora está nos trazendo sérios problemas.

Um dos maiores problemas do lixo é que grande parte das pessoas pensa que basta jogar o lixo na lata e o problema da sujeira vai estar resolvido. Nada disso. O problema só começa aí.
“Arrumar um jeito de se livrar do lixo não é uma tarefa tão simples em uma cidade. Há muitos moradores, e todos eles jogam lixo fora, todos os dias” [CANTO, 2004, p.129]. Desse modo, muitos são os desafios que as grandes e pequenas cidades enfrentam ou ainda terão que enfrentar para resolver o problema do lixo.

3. OBJETIVOS

3.1. OBJETIVO GERAL

– Identificar o processo e o destino do lixo público coletado no Município.

3.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

– Aplicar um questionário para diagnosticar os problemas existentes na coleta de lixo público no Município.

– Identificar os problemas na coleta de lixo.

– Propor soluções.

4. METODOLOGIA

As informações serão buscadas junto à Prefeitura Municipal, nos setores relacionados às áreas ambientais, ou similares, responsáveis pela coleta de lixo na cidade.

4.1. ATIVIDADES PROPOSTAS

Desenvolvimento das atividades:

  • Contato com setor responsável pela coleta de lixo das Prefeitura do Município;
  • Aplicação de um questionário para obtenção dos dados da coleta de lixo;
  • Análise dos dados levantados;
  • Elaboração de um relatório com as informações coletadas;
  • Propôr soluções.

5. REFERÊNCIAS

CANTO, Eduardo Leite do.Ciências naturais: aprendendo com o cotidiano. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2004.
SANTOS, Wildson Luiz Pereira dos. et al. Química e sociedade. São Paulo: Nova Geração. 2005.

Autora: Maria Roseli Fusinato

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