Resíduos Sólidos Urbanos: noções básicas

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resíduos sólidosOs Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) são os detritos gerados em decorrência das atividades humanas nos aglomerados urbanos. Ou seja, são os resíduos produzidos no ambiente urbano e constituídos por materiais de origem domiciliar, de estabelecimentos comerciais, de prestação de serviços, de varrição, de feiras livres, etc.
Existem diversas classificações para os resíduos sólidos, de acordo com critérios como fonte geradora, constituição e propriedades dos materiais. No entanto vamos nos concentrar na classificação por fontes geradoras para os RSU.

Dessa forma os RSU poderiam ser classificados em:

  • Resíduos Sólidos Domiciliares (RSD): provenientes de atividades diárias em casas, apartamentos e demais edificações residenciais. Têm conteúdo diversificado, com grande presença de matéria orgânica.
  • Resíduos de Construção e Demolição (RCD): gerados pelas atividades de construção civil. São constituídos por materiais como concreto, argamassa, madeira, plásticos, vidros, cerâmica e terra.
  • Resíduos Sólidos Volumosos (RSV): resíduos geralmente abandonados pela população em locais públicos e que apresentam grandes volumes e dificuldade de manejo. São compostos principalmente por móveis, eletrodomésticos, pneus, animais mortos, sucatas de veículos, etc.
  • Resíduos Sólidos Públicos (RSP): resultantes de podas, capinação e varrição de ruas, limpeza de bueiros e praças públicas, cemitérios e aqueles provenientes de lixeiras públicas.
  • Resíduos Comerciais e Institucionais (RCI): gerados em atividades comerciais e instituições públicas. Suas características dependem do tipo de atividade geradora.
  • Resíduos de Serviços de Saúde (RSS): provenientes de hospitais, clínicas médicas, odontológicas e veterinárias, postos de saúde e laboratórios. Podem conter materiais infectantes e/ou tóxicos.

Esse tipo de classificação separa os RSU em classes com características próprias que ajudam a determinar as melhores formas de tratamento e destinação final.
Atualmente as formas mais utilizadas têm sido os lixões ou vazadouros a céu aberto, os aterros controlados, os aterros sanitários, a incineração, a reciclagem e a compostagem.
Os lixões são a forma mais inadequada de dispor os RSU. Há conseqüências graves como contaminação do solo e da água e poluição do ar, proliferação de organismos vetores de doenças, presença de catadores em condições subumanas e degradação da paisagem natural.
Menos prejudiciais do que os lixões os aterros controlados ainda são contra-indicados, pois se trata do simples enterramento dos resíduos em valas, sem maiores preocupações com danos ambientais.
Nos aterros sanitários há uma preocupação maior com a questão ambiental. Os resíduos são dispostos sobre o solo previamente impermeabilizado, compactados e cobertos com camadas de terra. Há sistemas de drenagem e tratamento de líquidos residuais e gases originados pela decomposição dos resíduos.
A incineração apresenta algumas vantagens como a redução do volume e do potencial poluidor dos resíduos. Além disso, pode-se utilizar a energia liberada na queima. Porém, nessa técnica ainda há pontos negativos como a emissão de material particulado, gases e cinzas tóxicos.
A reciclagem e a compostagem são as formas mais adequadas de tratamento dos RSU. Após uma triagem a porção reciclável (papel, papelão, vidro, metais ferrosos e não-ferrosos e plásticos) dos resíduos é encaminhada a empresas competentes para retornar os materiais ao ciclo econômico. A porção orgânica é enviada para pátios onde ocorre a compostagem, processo biológico e natural de decomposição que produz, a partir de matéria orgânica, um material estável conhecido como composto que pode ser aproveitado como adubo. A utilização desses processos reduz consideravelmente a quantidade de resíduos que vão para o aterro, cuja vida útil é aumentada.
Mas antes de pensarmos na melhor forma de tratar e dispor os resíduos devemos refletir sobre as nossas atitudes no dia-a-dia, no nosso papel como responsáveis pela geração de volumes cada vez maiores de resíduos sólidos. Uma diminuição significativa na quantidade de resíduos gerados reduziria muito os problemas causados pela disposição final. Alguns conceitos como o de redução dos resíduos na fonte geradora e o de consumo sustentável devem ser difundidos na sociedade e a educação ambiental é a melhor ferramenta de difusão. Através dela é possível disseminar boas idéias que provocam mudanças de atitude benéficas. Programas de educação ambiental são, então, a base para lidar corretamente com a questão dos RSU.

Autor: Felipe Jordani Andrade
E-mail:
fjabio@yahoo.com.br

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