Gestão de Custos Ambientais

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A gestão de custos ambientais passou a configurar-se enquanto processo de significativo valor, que acarreta consequências capazes de influenciar a própria permanência da empresa no mercado. Através desse controle, torna-se possível visualizar o índice de erros presentes e a quantidade de gastos que será preciso utilizar para alcançar a eliminação ou minimização dos referidos erros. Esses gastos podem ocorrer na forma de investimentos permanentes ou por meio de insumos que serão consumidos no próprio processo operacional da empresa.

É preciso enfatizar que ao se remeter à gestão de custos ambientais, se estará englobando os fatores da gestão ambiental e da gestão de custos. No âmbito organizacional, a gestão ambiental envolve, principalmente, a gestão de materiais e de energia que cada instituição absorve (e devolve) ao meio ambiente. Isso porque existe uma quantidade dos materiais da energia que entra no produto, ao mesmo tempo em que outra parte dos materiais se transforma em resíduos sólidos e água, ar ou calor residual.

Entendendo os resíduos enquanto materiais que geram custos na aquisição, exigem mão de obra durante de produção e desencadeiam custos adicionais no tratamento derradeiro, enfatiza-se que eles se configuram como uma carga financeira importante para empresa e não somente para o ambiente em si. Na verdade o que se enfatiza nessa relação é que os custos de resíduo produzem despesas, sem agregar valor ao produto ou à empresa. Pelo contrário, sua diminuição pode representar significativa melhora em termos econômicos e ecológicos.

Gestão de Custos Ambientais

Gestão de Custos Ambientais

Através da gestão de custos ambientais é possível investir no fortalecimento dos sistemas de gestão ambiental que já fazem parte do contexto organizacional, ao mesmo tempo em que, torna-se muito mais viável o estabelecimento de novos sistemas padronizados. Ela conduz a um processo de transformações continuadas em prol do desenvolvimento global da empresa.

Ressalta-se que, o gerenciamento dos custos ambientais, viabiliza a obtenção de informações básicas, auxilia na formação de consciência e no desenvolvimento de estruturas que podem ser importantes no processo ISO 14001. Isso porque ele está direcionado para o fluxo de materiais, energia e água e não na racionalidade.

E, na contemporaneidade, a busca pela contemplação da qualidade ambiental vem ganhando forças em função da elevação da competitividade mercadológica global. Isso quer dizer que as empresas como um todo passaram a direcionar maiores cuidados às questões relacionadas ao controle e gerenciamento dos custos e dos programas de qualidade.

Essa ampliação da necessidade de gestão ocasionou o desenvolvimento de novos sistemas de custos, superando o antigo sistema de custos tradicionais existente desde o início. Uma das razões para a criação desses novos sistemas é a ocorrência de repasse do custo ao produto final que não lhe é correspondente, exigindo que sua gestão seja mais condizente com a realidade.

Nesse contexto, o que vem ganhando força e reconhecimento, sendo reconhecido como o mais apropriado é o Custeio Baseado em Atividades (ABC), que está sendo incluído também para fazer parte da gestão do controle dos impactos ambientais.

O foco de preocupação do Custeio Baseado em Atividades (ABC) é o aprimoramento dos custos aos produtos, destacando, enfaticamente, os custos indiretos. O ABC ganha profundo destaque ao investir na minimização dos impactos de alocações inadequadas, por meio de custeamento das ações demandadas pelo próprio produto ou outras ações operacionais. Ele é considerado ponto principal da avaliação estratégica dos custos, contribuindo de maneira significativa para o planejamento estratégico da organização.

O sistema do ABC não se encontra focalizado somente em números, não existe exclusividade com questões monetárias ou fiscais. A base central do ABC é a contemplação dos aspectos físicos das ações, avaliando fatos, atividades e processos. Portanto, é possível, segundo Prazeres (1997), desenvolver a definição do mesmo enquanto elementos importantes para tratar de custeio:

  • Função: conjunto de processos efetivados visando um resultado específico. Exemplo: função de vendas ou controle ambiental
  • Processo: total de ações elaboradas em função de um objetivo específico. Por exemplo: linha de montagem do produto ou grupo de técnicas imprescindíveis para o tratamento de uma quantidade específica de poluentes em um determinado período.
  • Atividades: ações dedicadas aos recursos adquiridos para se alcançar uma meta específica. Por exemplo, entender o processo de produção almejando avaliar o que causa a poluição.
  • Tarefas: corresponde ao trabalho necessário para a contemplação das atividades. Por exemplo, identificar os pontos que se configuram como passíveis de produção de resíduos poluentes.
  • Operações: operacionalização das tarefas planejadas, correspondendo à menor fração de trabalho. Por exemplo, visitar pontos passíveis de produção de resíduos poluentes.

Todos esses passos levam à excelência organizacional, que representa a integração eficaz do custo das ações do conjunto de setores e unidades, visando aprimorar continuamente a prestação dos serviços que satisfaçam os consumidores.

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